Rio de Janeiro, 01 de Setembro de 2026

Oposição no Senado vai pedir ao Ministério Público para investigar aumento de patrimônio de Palocci

Terça, 17 de Maio de 2011 às 10:07, por: CdB

Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Os partidos de oposição (PSDB, DEM, PPS e P-SOL) no Senado decidiram hoje (17) apresentar representação ao Ministério Público Federal pedindo a instauração de procedimento para investigar a legalidade da evolução patrimonial no ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci. Reportagem publicada pela Folha de S.Paulo, no domingo (15), noticia que o ministro multiplicou por 20 seu patrimônio em quatro anos, período em que era deputado federal.

Segundo o líder tucano no Senado, Álvaro Dias (PR), o ministro precisa esclarecer “de forma cabal” as dúvidas que pairam sobre a evolução do seu patrimônio. “A justificativa pode ter lógica, mas tem que ter comprovação. Nesse caso, a meu ver, caberia ao ministro abrir, espontaneamente, seu sigilo fiscal, já que sem comprovação qualquer justificativa perde sentido.”

De acordo com ele, a bancada do PSDB na Câmara dos Deputados, além de apresentar requerimento de convocação de Palocci na Comissão de Fiscalização e Controle, vai apresentar cinco requerimentos com pedidos de informação à Receita Federal e ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para verificar a legalidade da evolução patrimonial do ministro-chefe da Casa Civil.

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou que a postura dos partidos de oposição ao governo é responsável e não tem intenção de prejulgar o ministro Palocci. “Ninguém quer prejulgar ninguém. Pessoalmente, tenho muito respeito pelo ministro Palocci. Aguardamos que ele preste os esclarecimentos à sociedade e não apenas aos partidos políticos de oposição.”

“É hora de ter serenidade e firmeza. Serenidade para não prejulgar e firmeza para aguardar os devidos esclarecimentos do ministro. Não é nossa intenção criar um movimento de desestabilização do governo. A posição majoritária da nossa bancada no Senado e na Câmara é criar as condições para que esses esclarecimentos possam vir a ser dados”, acrescentou Aécio.

Edição: João Carlos Rodrigues

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