Os líderes da oposição no Senado ainda não conseguiram afinar o discurso para as votações do pré-sal, marcadas para o próximo mês. O líder do PSDB na Casa, Arthur Virgílio (AM), voltou a dizer nesta terça-feira que fará obstrução às votações caso o governo não retire os pedidos de urgência de todos os projetos.
– Para nós é essencial que o governo mande alguém aqui para falar sobre a capitalização da Petrobras e que retire a urgência constitucional de todos os projetos – adiantou.
Apesar de garantir que PSDB e DEM chegarão unidos até 8 de junho, quando deve ocorrer a primeira votação do novo marco regulatório de exploração do petróleo, o líder dos Democratas, José Agripino Maia (RN), disse que vai cumprir o acordo com o governo.
– O meu partido cumpre os acordos que firma. O governo aceitou e votou o projeto dos aposentados e vamos votar o pré-sal. Mas não temos nenhum acordo de mérito. Vamos votar contra o regime de exploração que não seja o de concessão – afirmou.
Para os governistas, não há possibilidade de mudanças no acordo firmado na semana passada. O líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), reiterou que o único projeto que terá a urgência retirada é o que trata da criação da Petrosal.
– O acordo está fechado e não tem renegociação. Se eles não quiserem colocar gente em plenário, não tem problema, a gente coloca – disse.
O acordo prevê a votação do projeto sobre o Fundo Social no dia 8, sobre a capitalização da Petrobras no dia 9 e o que trata da criação da Petrosal no dia 16 de junho. O projeto de Partilha, que recebeu emenda sobre royalties na Câmara, deve ficar para ser discutido após as eleições. Enquanto isso, o governo fará uma emenda acrescentando detalhes sobre o novo regime de exploração no projeto sobre o Fundo Social.