Opositores nacionalistas da Geórgia, ex-República Soviética, invadiram o Parlamento e forçaram a retirada do presidente do país Eduard Shevardnadze, que estava pronunciando um discurso. Escoltado por seguranças, o presidente afirmou, ao sair do prédio, que "não renunciará".
Centenas de manifestantes enfrentaram a polícia e as forças do Ministério do Interior que protegem a Chancelaria do Estado, a algumas centenas de metros do Parlamento, onde está Shevardnadze.
O líder da oposição radical georgiana, Mikhail Saakachvili, havia dado um prazo de "45 minutos" para o presidente reconhecer a derrota, ameaçando "ir buscá-lo" se não cumprir o ultimato.
O presidente, que estava em seu gabinete no Parlamento, respondeu imediatamente. "Estou disposto a discutir com a oposição, mas não sob ultimatos", disse Chevardnadze, no poder desde 92, a jornalistas.
A Geórgia atravessa uma crise política derivada das acusações de fraude nas controvertidas eleições legislativas de 2 de novembro.