Rio de Janeiro, 19 de Abril de 2026

Oposição insistirá em investigar Okamotto

O calcanhar-de-aquiles de Lula pode ser Paulo Okamotto. Ele foi tesoureiro do Instituto da Cidadania, ONG montada pelo presidente, e é acusado de operar "recursos não contabilizados". (Leia mais)

Quarta, 29 de Março de 2006 às 05:46, por: CdB

Okamotto, a bola da vez

Derrubado Palocci, o alvo da oposição deve ser Paulo Okamotto. Ele é uma espécie de Delúbio, sempre operou nas sombras "recursos não contabilizados" do PT. É amigo de Lula desde os tempos de São Bernardo e costuma pagar contas do presidente e de sua família - como já admitiu ter feito com uma dívida de Lula com PT e com dívidas de campanha da Lurian, a filha de Lula.

 

Lembrai-vos do Fiat Elba

Até agora o STF tem protegido Okamotto. Impediu uma vez a quebra de seu sigilo bancário, determinado pela CPI, e não permitiu que fosse acareado com Paulo de Tarso Venceslau, militante expulso do PT por ter denunciado atos de corrupção de Roberto Teixeira, compadre de Lula. Se for quebrado o sigilo bancário de Okamotto, pode sobrar para Lula. Collor complicou-se ao se descobrir que seu Fiat Elba fora comprado com dinheiro sujo de PC Farias.

 

Lula sabia?

A cerimônia de transmissão do cargo de Palocci foi marcada por longo discurso de Lula enaltecendo o ex-ministro. Nem uma só palavra relativa ao crime que cometeu. É inevitável a pergunta: será que, também desta vez, Lula nada sabia sobre o extrato do caseiro Francenildo? Os estiveram com o presidente em Curitiba sexta-feira passada garantem que ele fez comentários sobre a bomba que viria contra o caseiro.

 

Pega na mentira

Depois de ter estabelecido o prazo de 15 dias para tentar descobrir o responsável pela quebra do sigilo de Francenildo, Matoso admitiu em seu depoimento que tinha entregado pessoalmente o extrato a Palocci. Não ficou vermelho de vergonha, nem se desculpou pela lorota anterior.

 

A frase do dia

Ela é velha, do ano passado, porém está mais atual do que nunca. Foi lembrada hoje pelo Painel da Folha de São Paulo. "A verdade vencerá", disse Lula, em agosto de 2005, fazendo pouco da primeira leva de acusações de Rogério Buratti contra Palocci.

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