Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Oposição haitiana discute com franceses o fim da crise

Um representante da oposição haitiana identificado como Micha Gaillard recebeu com satisfação nesta sexta-feira o envolvimento da França nos esforços para se chegar a um acordo que coloque um ponto final nos conflitos no país, deixando claro esperar que, como parte desse acordo, o presidente Jean-Bertrand Aristide renuncie ao cargo. (Leia Mais)

Sexta, 27 de Fevereiro de 2004 às 05:56, por: CdB

Um representante da oposição haitiana identificado como Micha Gaillard recebeu com satisfação nesta sexta-feira o envolvimento da França nos esforços para se chegar a um acordo que coloque um ponto final nos conflitos no país, deixando claro esperar que, como parte desse acordo, o presidente Jean-Bertrand Aristide renuncie ao cargo.

Uma equipe de negociadores do governo haitiano, liderada pelo chanceler Joseph Philippe Antonio, já está reunida com autoridades francesas em Paris para discutir a rebelião no país.
A viagem da delegação do Haiti, uma ex-colônia francesa, aconteceu a convite do chanceler do país europeu, Dominique de Villepin.

Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da França disse que ``problemas logísticos'' impediriam os representantes da oposição de comparecer às negociações em Paris. Mas que Villepin estava disposto a recebê-los o quanto antes. Segundo diplomatas, os opositores não conseguiram voar para fora do Haiti.

Os EUA uniram-se à França e também pediram a renúncia de Aristide, alvo de uma rebelião iniciada há três semanas e na qual já morreram mais de 60 pessoas, mas o presidente promete cumprir seu mandato até o fim, em 2006.

Os grupos de oposição, que se distanciaram dos rebeldes, rejeitaram até agora todas as propostas de acordo que implicassem a permanência de Aristide no cargo. Mas Micha Gaillard, porta-voz do grupo oposicionista Convergência Democrática e um dos delegados que deveriam viajar para Paris, disse receber com satisfação a iniciativa da França.

Questionado sobre como pensava que Aristide receberia a iniciativa, Gaillard respondeu: ``Ele pode e irá entendê-la. No interesse do Haiti, do Lavalas (partido Família) e em seu próprio interesse. E estamos prontos para acompanhá-lo rumo a uma saída honrosa.''

Tags:
Edições digital e impressa