Rio de Janeiro, 10 de Maio de 2026

Oposição e governo querem cassar Jefferson

Será na tarde desta quarta-feira comprovada ou não a força da oposição e do governo, que apostam na cassação do deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) por mais de 300 votos. São necessários apenas 257 para que a perda do mandato seja aprovada pelo plenário da Câmara. A bancada do PTB, que reuniu-se com Jefferson na tarde desta terça, ainda crê numa surpresa, considerando o fato de a votação ser secreta. (Leia Mais)

Quarta, 14 de Setembro de 2005 às 09:53, por: CdB

Será na  tarde desta quarta-feira comprovada ou não a força da oposição e do governo, que apostam na cassação do deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) por mais de 300 votos. São necessários apenas 257 para que a perda do mandato seja aprovada pelo plenário da Câmara. A bancada do PTB, que reuniu-se com Jefferson na tarde desta terça, ainda crê numa surpresa, considerando o fato de a votação ser secreta. 

A sessão da Câmara está marcada para as 14h, mas promete se estender já que os parlamentares aproveitam do momento para fazerem seus discursos. O pedido de cassação de Jefferson fará parte do grande expediente, quando se dá início à ordem do dia, o que deve acontecer somente a partir das 16h30m.

O primeiro a falar durante o processo de votação é o deputado Jairo Carneiro (PFL-BA), relator do processo no Conselho de Ética. Ele tem direito a palavra por 25 minutos. Depois, o advogado de Jefferson, Francisco Barbosa, falará em defesa do deputado também por 25 minutos. E, em seguida, o próprio Jefferson fala pelo mesmo período. Ainda deverão falar em defesa de Jefferson três deputados do PTB: Luiz Antonio Fleury Filho (SP), Nelson Marquezelli (SP) e o líder da bancada petebista, José Múcio Monteiro (PE). Todos com cinco minutos cada um.

Três deputados que apóiam a cassação também falarão por cinco minutos cada um. Depois, o presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE), encaminhará a votação e os líderes dos partidos orientam as bancadas. Secretos, os votos são apurados em seguida. Tudo deve acabar até as 21h.

Jefferson denunciou que congressistas aliados recebiam o que chamou de um "mensalão" de R$ 30 mil. Admitiu ter recebido R$ 4 milhões do PT para caixa dois de campanha das mãos de Marcos Valério e foi citado como o líder do esquema de corrupção nos Correios. Indagado sobre sua expectativa para a sessão, Jefferson afirmou: "Não tenho informações, estou pronto para o que der e vier".

Questionado sobre um possível adiamento da votação, o deputado disse não trabalhar com esta possibilidade. "Se Deus quiser, acaba hoje. Chega de sofrimento." Na avaliação de Jefferson, não é possível dizer que a votação secreta vai beneficiá-lo ou prejudicá-lo.

Ele não quis antecipar o discurso que fará em sua defesa no plenário. Disse apenas que o discurso tem que passar pelo presidente Lula e pelo seu governo. Ao ser questionado se falará bem do presidente, Jefferson ironizou: "Vou falar bem do presidente e de seu núcleo duro".

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