Rio de Janeiro, 31 de Outubro de 2026

Oposição e governo contam com 'traidores'

Na guerra pela CPMF, há mais votos do que senadores. A contabilidade de governistas e oposição sobre a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) extrapola os 81 senadores que a Casa tem. Líder do Democratas, José Agripino Maia (DEM-RN) afirma que a oposição conta com 34 votos garantidos para acabar com o imposto. Já o líder peemedebista, Valdir Raupp (RO), diz que o governo tem condições de conquistar, até a próxima semana, 50 votos. Quatro senadores ainda não decidiram se votam contra ou a favor do imposto

Sexta, 30 de Novembro de 2007 às 08:56, por: CdB

Na guerra pela CPMF, há mais votos do que senadores. A contabilidade de governistas e oposição sobre a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) extrapola os 81 senadores que a Casa tem. Líder do Democratas, José Agripino Maia (DEM-RN) afirma que a oposição conta com 34 votos garantidos para acabar com o imposto. Já o líder peemedebista, Valdir Raupp (RO), diz que o governo tem condições de conquistar, até a próxima semana, 50 votos.

Estariam na contabilidade dos dois lados votos de parlamentares como José Nery (PSOL-AL), Expedito Júnior (PR-RO), Pedro Simon (PMDB-RS) e Romeu Tuma (PTB-SP). Agripino afirmou que a oposição acompanhará "de perto" todas as movimentações do governo na tentativa de angariar os votos necessários para aprovar a prorrogação da CPMF e espera contabilizar o número de traições à oposição, caso o imposto seja aprovado.

- Se o governo vai intensificar (as negociações), e esperamos que sim, vamos aguardar os métodos. Se os métodos forem ilícitos, haverá a denúncia no limite. E a denúncia poderá gerar escândalo que vai gerar denúncia... - disse Agripino Maia.

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), é cauteloso. Na disputa de números entre base do governo e oposição, ele afirma que o momento não é de "contar voto", mas de trabalhar para consolidar adesões na base aliada. Nesta sexta-feira, o parlamentar reafirmou que "os votos serão contados quando o painel eletrônico do plenário forem abertos".

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