Um comunicado divulgado nesta quarta-feira pelo Movimento para a Mudança Democrática (MDC) do Zimbabue - de oposição- informa que em pelo menos 30 das 120 jurisdições eleitorais do país há uma discrepância de números, de acordo com uma investigação de caráter preliminar.
-Isto indica uma fraude eleitoral em massa cometida pelo partido governamental - diz a nota do principal partido da oposição.
Ainda de acordo com a oposição, os dados mostram que houve "fraude maciça" nas eleições parlamentares de quinta-feira passada, se comparados às informações publicadas pelas autoridades eleitorais e as concedidas a cada candidato.
De acordo com os dados da Comissão Eleitoral do Zimbábue, a governamental União Nacional Africana do Zimbábue (Zanu-PF) obteve 78 das 120 cadeiras em disputa; o MDC, 41; e a vaga restante foi para um candidato independente.
Segundo o MDC, nas regiões de Manicaland, Mashonaland e Matabeleland há "sérias e injustificadas diferenças" entre os anúncios oficiais da Comissão Eleitoral sobre o número de votos emitidos e os dados totais entregues a cada candidato.
O mesmo grupo político se queixa de que a Comissão Eleitoral se nega a divulgar os números finais de outras regiões do país, o que indica a existência de "irregularidades generalizadas" na apuração de votos.
De acordo com o comunicado, há "poucas discrepâncias" nas jurisdições eleitorais onde o MDC é dominante, o que pode representar um plano de governo para dar à oposição suficientes cadeiras para "legitimar" o processo eleitoral.
Em 11 das jurisdições analisadas, as diferenças entre os dados da Comissão Eleitoral e os anunciados oficialmente beneficiam os candidatos do governo, na maioria dos casos "importantes dirigentes do partido ou ministros".
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