Rio de Janeiro, 22 de Setembro de 2026

Oposição boliviana se mantém dividida no confronto com Evo

Evo Morales busca em 6 de dezembro a reeleição contra sete candidatos da oposição, que se mantém fragmentada. A dispersão pode facilitar os planos do presidente para conseguir um novo mandato e o controle do Legislativo. (Leia mais)

Terça, 08 de Setembro de 2009 às 06:54, por: CdB

O presidente da Bolívia, Evo Morales, busca em 6 de dezembro a reeleição contra sete candidatos da oposição, que se mantém fragmentada contra o governo.

Com a conclusão, na madrugada desta terça-feira, do prazo para a inscrição dos candidatos, o ex-governador Manfred Reyes Villa, cassado no ano passado em um referendo, e o empresário Samuel Doria Medina aparecem como os principais candidatos da dividida direita boliviana.

A dispersão oposicionista pode facilitar os planos de Evo para conseguir não só um novo mandato, como também o controle do Legislativo, essencial para consolidar reformas como a nacionalização do petróleo, decretada por ele em 2006, e uma ainda incipiente "revolução agrária."

Evo, que em fevereiro passado promulgou a nova Constituição plurinacional do país, começa a campanha com 57,7 % das intenções de voto, segundo uma recente pesquisa Gallup Internacional. Reyes Villa e Dora Medina não chegam a 10%.

Evo e seu vice, Álvaro García, foram os primeiros candidatos inscritos na Corte Nacional Eleitoral, à frente de uma variada lista de candidatos ao Parlamento, escolhidos em grande parte por organizações sociais.

– Temos presentes nas listas absolutamente todos os setores, movimentos sociais e movimentos representativos de todas as regiões –, disse Hector Arce, que renunciou ao Ministério de Defesa Legal do Estado para disputar uma vaga de deputado.

No lado oposicionista, Reyes Villa anunciou que fará campanha com a promessa de mudar novamente a Constituição e dar "autonomia plena" para as regiões, numa aparente tentativa de obter o apoio do Departamento de Santa Cruz (leste), cujos líderes políticos e cívicos buscaram em vão uma candidatura unificada contra Evo.

O candidato a vice de Reyes Villa será outro ex-governador, Leopoldo Fernández, preso há quase um ano enquanto aguarda o julgamento por um massacre de camponeses leais a Evo.

Além de Reyes Villa e Doria Medina, a oposição registrou as candidaturas presidenciais dos populistas Ana María Flores, René Joaquino e Rime Choquehuanca e dos ex-dirigentes camponeses Alejandro Veliz e Román Loayza, que não apareciam em pesquisas eleitorais anteriores.

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