Rio de Janeiro, 08 de Novembro de 2026

Oposição afirma que deputados governistas boicotam CPI

Quarta, 13 de Fevereiro de 2008 às 17:28, por: CdB

Mesmo depois de um acordo firmado com o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), os deputados da oposição dizem que estão encontrando resistências de colegas do PMDB, PT e PR em assinar o requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) destinada a investigar abusos praticados por servidores e autoridades públicas no uso de cartões corporativos.

— Dentro do PT, dentro do PMDB e dentro do PR a dificuldade [em colher as assinaturas] é muito grande porque há uma orientação expressa dos seus líderes —, afirmou o autor do requerimento para criação da comissão, deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP).

Ele acrescentou que, até o momento, 172 deputados federais assinaram o ofício, um a mais que o necessário para a criação da CPMI. A decisão, no entanto, é só protocolar o documento na Mesa Diretora do Senado com, no mínimo, 185 assinaturas.

Na quinta-feira, às 9 horas, as lideranças do DEM e do PSDB, na Câmara e no Senado, reúnem-se para decidir quando o requerimento será protocolado.

O líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), já fala em uma CPI do Senado para investigar os cartões corporativos caso não se consiga as assinaturas necessárias na Câmara.

— Se boicotam a CPI mista tem que sair uma comissão nem que seja no Senado —, afirmou o líder do DEM.

Já Carlos Sampaio afirma que a decisão do líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), e das lideranças do PMDB e do PR em não assinar o requerimento, demonstra “que eles querem acobertar os fatos ocorridos de 2008 para trás”.

O deputado tucano insiste na CPMI mista e evita falar em uma comissão de inquérito exclusiva do Senado.

— Eu imagino que o líder do governo no Senado conversa com o líder do governo na Câmara. Se aqui ele diz que não há qualquer problema na investigação e quer a CPI porque ele não conversa com o líder da Câmara e demais líderes da base aliada para que assinem a CPI? —, questiona.

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio Neto (AM), já não vê tanto espaço para negociação com os governistas. Para ele, chegou a hora de a oposição “ir para a briga” e mostrar para a sociedade que “há um boicote à realização da CPMI”.

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