A cúpula do PT terá que estudar todas as possibilidades, na reunião deste sábado, para decidir se mantém ou não o presidente José Genoino na presidência do partido. Antes de se reunirem, os ministros deram declarações à imprensa, e mostraram que ainda não há um consenso sobre o assunto. O ministro da Reforma Agrária, Miguel Rossetto, defendeu a saída de José Genoino:
- Há de se reconhecer um esgotamento político da atual direção do partido. A reestruturação integral da Executiva partidária é uma medida correta. Ela cria uma base de unidade partidária importante e permite que o partido dê conta das tarefas nesse período. Preparar o processo de eleição direta, assegurar um amplo debate com nossos filiados, encaminhar todas as denúncias para que sejam corretamente investigadas pela instância partidária.
Já o ministro Luiz Dulci, da Secretaria-Geral da Presidência, que chegou a ter o nome cotado para assumir a presidência no caso de saída de Genoino, defendeu a permanência da Executiva Nacional.
- Eu acho que o presidente José Genoino deve permanecer, pelos seus 40 anos de dedicação ao Brasil, à democracia, aos direitos sociais, aos direitos humanos. É uma das maiores personalidades da democracia brasileira e deve permanecer. Mas todos nós petistas, nesse momento de crise, devemos colaborar com a direção do partido - disse.
Para Dulce, mesmo que Genoino seja afetado da direção do PT, ela não se coloca como candidato ao cargo. O deputado federal João Paulo Cunha, ex-presidente da Câmara, também chegou há pouco para a reunião, no centro de São Paulo. Ele afirmou que a crise no PT não está afetando a governabilidade, como pode provar, segundo ele, o andamento da reforma ministerial.