Rio de Janeiro, 15 de Setembro de 2026

Executiva da HP ganha reforço no salário e une-se contra espionagem de Obama

A presidente-executiva da Hewlett-Packard (HP) Meg Whitman desistiu de seu salário simbólico de 1 dólar e agora recebe um salário-base anual de US$ 1,5 milhão, refletindo o ganho de 93% nos papéis da empresa no acumulado deste ano.

Quarta, 18 de Dezembro de 2013 às 10:16, por: CdB
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Investidores têm dado crédito a ela desde então por trazer uma estabilidade muito necessária à HP
A presidente-executiva da Hewlett-Packard (HP) Meg Whitman desistiu de seu salário simbólico de 1 dólar e agora recebe um salário-base anual de US$ 1,5 milhão, refletindo o ganho de 93% nos papéis da empresa no acumulado deste ano. Meg, a terceira pessoa a ocupar o cargo em quatro anos, está guiando a gigante do Vale do Silício em uma reestruturação que dura anos após herdar, em 2011, uma companhia enfraquecida por mudanças na diretoria, saídas de executivos e decisões estratégicas flutuantes. Investidores têm dado crédito a ela desde então por trazer uma estabilidade muito necessária à HP, que ela está tentando recuperar por meio de demissões, cortes de custos e expansão em mercados com rápido crescimento como computação empresarial. O novo salário, em vigor a partir de 1º de novembro, "leva o salário da Sra. Whitman a um nível competitivo entre os salários de presidente-executivos das empresas concorrentes da HP", disse a empresa em um comunicado no órgão regulador de mercados dos Estados Unidos, a SEC. Embora Whitman tenha recebido um salário de apenas 1 dólar em 2012, sua remuneração total foi de US$ 1,99 milhão, incluindo um bônus de US$ 1,69 milhão e direitos de subscrição adquiridos e opções. As ações da HP, porém, no preço de fechamento de US$ 27,45 na terça-feira, permanece bem longe de seu recorde de mais de US$ 50 em 2010, antes da saída do ex-presidente-executivo e favorito de Wall Street, Mark Hurd. Pressão a Obama Ainda nesta terça-feira, Whitman e Hurd, entre outros executivos de empresas de tecnologia, pressionaram o presidente norte-americano, Barack Obama, para conter a espionagem eletrônica do governo dos Estados Unidos depois que um tribunal desferiu um golpe contra as práticas de vigilância do governo. Executivos sênior da Apple, Google, Yahoo, Netflix Comcast, AT&T, Microsoft, Twitter, Facebook, HP e outras empresas se reuniram a portas fechadas por mais de duas horas com Obama e autoridades da Casa Branca. O encontro ocorreu em um momento em que Obama e sua equipe de segurança nacional decidem quais recomendações serão adotadas de uma revisão feita por um painel de fora da administração sobre limitar as atividades da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) sem comprometer a segurança dos Estados Unidos. A Casa Branca anunciou a reunião como uma chance de propagandear o progresso obtido nos reparos do website de planos de saúde do governo depois que sua implementação malfeita gerou uma polêmica e derrubou a taxa de aprovação de Obama. Mas em um curto comunicado divulgado após a sessão, as empresas de tecnologia focaram apenas na vigilância do governo, não em saúde. "Nós apreciamos a oportunidade de compartilhar diretamente com o presidente nossos princípios sobre a vigilância por parte do governo que divulgamos na semana passada e pedimos a ele que tome uma postura agressiva na reforma", disseram as companhias de tecnologia no comunicado. Acordo com a China Outro fato que movimentou o Vale do Silício, nesta quarta-feira, foi o anúncio de que a China Mobile ainda está em negociações com a Apple para vender iPhones em meio a uma crescente especulação no setor de que as empresas estão prestes a anunciar um acordo que deve dar à gigante de tecnologia milhões de novos clientes em potencial. Xi Guohua, presidente do conselho da maior operadora de telefonia móvel do mundo, disse nesta quarta-feira que sua empresa não tinha qualquer anúncio a fazer sobre acordo para oferecer os smartphones da Apple. Xi falou a repórteres numa conferência em Guangzhou, no sul da China. Um acordo com a China Mobile pode potencialmente valer bilhões de dólares em receita à Apple. Até 759 milhões de potenciais novos consumidores da China Mobile podem ganhar acesso aos iPhones, gerando até US$ 3 bilhões em receita extra em 2014, ou quase um quarto do crescimento projetado da receita em seu atual ano fiscal. Xi também disse à conferência que a China Mobile tem como meta vender de 190 milhões a 220 milhões de celulares no ano que vem. Ele disse que a empresa planeja elevar os subsídios para cobrir o custo de celulares, após gastar 27 bilhões de iuanes (US$ 4,5 bilhões) em 2013, de acordo com a conta oficial da empresa no serviço de microblog Sina Weibo.
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