Rio de Janeiro, 17 de Outubro de 2026

Operações de crédito chegam a R$ 1,1 trilhão

As operações de crédito do sistema financeiro chegaram a R$ 1,11 trilhão em agosto, valor que representa 38% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de bens e serviços produzidos no país, a maior da série histórica, inciada em 1994. A informação foi divulgada nesta sexta-feira, em relatório do Banco Central. No mês anterior, essa relação era 37,2% do PIB. Nunca foi tão fácil, e tão caro, obter empréstimo em bancos no país

Sexta, 26 de Setembro de 2008 às 10:56, por: CdB

As operações de crédito do sistema financeiro chegaram a R$ 1,11 trilhão em agosto, valor que representa 38% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de bens e serviços produzidos no país, a maior da série histórica, inciada em 1994. A informação foi divulgada nesta sexta-feira, em relatório do Banco Central. No mês anterior, essa relação era 37,2% do PIB.

Segundo o relatório do BC, “em agosto, as operações de crédito do sistema financeiro mantiveram a trajetória de expansão observada nos períodos anteriores, evidenciando, entretanto, arrefecimento nas operações destinadas a pessoas físicas”. De acordo com o banco, houve redução nas contratações de crédito pessoal e financiamento para compra de veículos, mas continua em alta a compra de veículos por meio de leasing.

No que diz respeito às empresas, o BC informou que a demanda por empréstimos bancários fundamentada em recursos domésticos se mantém expressiva. A maior procura é por capital de giro.

Apesar da expansão do crédito, os consumidores continuam pagando mais caro pelos recursos. A taxa do crédito pessoal, que inclui operações com desconto em folha, subiu 0,9 ponto percentual de julho para agosto e ficou em 54,5% ao ano. A taxa do cheque especial continua em alta e chegou a 166,4% ao ano, 3,7 pontos percentuais a mais no mês e 28,3 pontos percentuais no ano.

A taxa média de juros para empresas e pessoas físicas chegou a 40,1% ao ano, uma alta de 0,7 ponto percentual na comparação com julho e de 6,3 pontos percentuais no ano. Para as empresas, a taxa passou de 27,5% ao ano para 28,3% ao ano. Para as pessoas físicas a taxa subiu de 51,4% para 52,1%, a maior desde janeiro de 2007 (52,3% ao ano).

A taxa de inadimplência total permanece em 4,2%, assim como para as empresas em 1,7%, mas para as famílias subiu de 7,3% para 7,5%.  O prazo médio dos financiamentos para as empresas foi reduzido em três dias e ficou em 296 dias corridos. Para as famílias o prazo passou 470 para 473 dias corridos. O prazo médio ficou em 373 dias corridos, um dia a menos.

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