Cabe a Israel decidir se vai mandar suas tropas adentrarem a Faixa de Gaza, disse nesta sexta-feira a Casa Branca, que, contudo, alertou que qualquer ação deve evitar vítimas civis e garantir o fluxo de ajuda humanitária.
Em encontro com jornalistas, Gordon Johndroe, porta-voz da Casa Branca, não respondeu diretamente a perguntas sobre o que os Estados Unidos pensavam de uma operação terrestre, se achavam justificável ou se tentavam impedir esse tipo de ataque.
- Não quero falar sobre uma operação que não ocorreu. Essas decisões serão tomadas pelos israelenses - afirmou o porta-voz. "Qualquer medida que eles tomarem na operação como um todo precisa evitar vítimas civis, e também é necessário que a ajuda humanitária continue a chegar a Gaza."
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e a secretária de Estado, Condoleezza Rice, mantêm contatos regulares com o premiê israelense, Ehud Olmert, e têm lembrado os israelenses dessas necessidades, segundo Johndroe.
- Acho que qualquer passo que eles tomem, se do ar ou na terra, são parte de uma mesma operação - disse ele.
Rice disse a jornalistas depois de encontrar Bush que os Estados Unidos trabalham para conseguir um cessar-fogo "durável e sustentável" em Gaza, mas que ela não planeja viajar agora ao Oriente Médio para liderar negociações para uma trégua.
- Trabalhamos por um cessar-fogo que não permita a volta de uma situação em que o Hamas possa lançar foguetes de Gaza - afirmou Rice.
Não há sinais de um possível cessar-fogo neste sétimo dia de conflito. Até agora, os ataques aéreos de Israel já mataram pelo menos 424 palestinos e feriram 2.000. Quatro israelenses morreram, vítimas de foguetes palestinos.
- É claro que o cessar-fogo deve ocorrer o quanto antes, mas precisamos de uma trégua durável e sustentável - declarou Rice.
O porta-voz Johndroe afirmou que neste momento é melhor para Rice trabalhar em contatos pelo telefone do que viajar à região.