A Operação Strike, deflagrada nesta quinta-feira no estado de São Paulo, prendeu 2.532 pessoas, das quais 1.105 eram foragidos recapturados, até o começo desta tarde, de acordo com balanço da Secretaria de Segurança Pública do estado. Além disso, foram detidos 102 jovens em conflito com a lei.
Cerca de 18 mil policiais civis e 800 peritos criminais do Instituto de Criminalística participam da operação, segundo a secretaria. Os policiais cumprem mandados judiciais de busca e apreensão, prisões e ocupações em áreas consideradas de risco ou possíveis cativeiros em todas as regiões do estado. A ação inclui a vistoria de estabelecimentos que comercializam peças de veículos automotores, hotéis, bares, restaurantes, aeroportos e regiões portuárias.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, a polícia pretende prender criminosos procurados ou em flagrante, liberar vítimas de seqüestros, apreender produtos piratas e contrabandeados, bloquear áreas de maior incidência de criminalidade e ocupar favelas onde estejam ocorrendo problemas.
Na operação, a polícia também apreendeu 2.967 máquinas caça-níqueis e 106 kg de drogas, além de 180 armas. Onze bingos e 124 estabelecimentos comerciais foram fechados ou lacrados. Os policiais apreenderam 1.205 veículos e 519.635 objetos. Ao todo, foram cumpridos mais de 1.500 mandados de busca e apreensão.
Uma das ações consideradas mais importantes na Operação Strike foi a prisão de uma quadrilha de 15 detetives particulares que faziam grampo ilegal, sem autorização da Justiça. Além das prisões, foi apreendido em Bauru (343 km de São Paulo) um veículo com equipamentos - considerados sofisticados - usados nas escutas. O grupo fazia desde investigações matrimoniais até espionagem industrial, de acordo com a polícia.
Operação <i>Strike</i> prende 2.532 pessoas em SP
Quinta, 14 de Junho de 2007 às 18:14, por: CdB