Rio de Janeiro, 22 de Setembro de 2026

Operação prende policiais envolvidos em máfia de caça-níqueis

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Polícia Militar deflagraram, nesta quarta-feira, a Operação Perigo Selvagem

Quarta, 21 de Agosto de 2013 às 09:21, por: CdB
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As denúncias são relativas a crimes de formação de quadrilha armada e corrupção ativa e passiva
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Polícia Militar deflagraram, nesta quarta-feira, a Operação Perigo Selvagem, para cumprir mandados de prisão preventiva contra 26 pessoas, entre eles policiais militares, envolvidas em um esquema de exploração de máquinas caça-níqueis. As denúncias são relativas a crimes de formação de quadrilha armada e corrupção ativa e passiva. A operação conta também com 76 mandados de busca e apreensão. De acordo com a denúncia, os acusados atuavam em Bangu, Realengo, Marechal Hermes e Campo Grande, além de outros bairros da Zona Oeste do Rio. Ainda segundo o documento, a quadrilha utilizava as instalações da empresa Ivegê, em Bangu, de propriedade do contraventor Fernando Iggnácio, como quartel-general da quadrilha. De acordo com o promotor Décio Alonso, um tenente-coronel e capitão da PM davam proteção à quadrilha de contraventores do jogo do bicho. “Eles já foram denunciados tanto na Vara Criminal de Bangu quanto na Auditoria da Justiça Militar Estadual”, afirmou o promotor. A investigação começou há um ano e foi usado monitoramento ambiental, de escutas telefônicas, emails, entre outras. Segundo o MP, as pessoas que não podiam pagar a dívida, eram obrigadas a  assinar uma nota promissória. Entre os denunciados estão um tenente-coronel e um capitão da PM, além de outros oito policiais militares, quatro ex-PMs e um agente penitenciário, todos acusados de fazer parte do esquema de segurança de Fernando Iggnácio. A Operação Perigo Selvagem conta com cerca de 400 homens do MPRJ e da Polícia Militar, com o apoio de cerca de 100 viaturas e dois helicópteros.
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