A Polícia Federal decretou nesta quinta-feira a prisão de 47 pessoas acusadas de envolvimento no esquema de desvio de dinheiro público deflagrado pela Operação Navalha. Destas, 45 já foram presas, mas a PF não informa quais são as duas que faltam. A assessoria de imprensa diz apenas que "provavelmente" ainda não foram localizadas.
Destas, 17 são ligados à construtora Gautama, sediada em Salvador - inclusive o dono da empresa -, um é empresário e os demais são ou já foram políticos e funcionários do serviço público: dois ligados ao governo federal, sete do Maranhão, dois do Mato Grosso, cinco da Bahia, cinco de Alagoas, três de Sergipe, um do Piauí, um do Distrito Federal e outro que é presidente do Banco Regional de Brasília (BRB) e consultor financeiro do Maranhão. Há também um servidor do Ministério do Planejamento que está à disposição da Câmara dos Deputados e outro da Caixa Econômica Federal.
A lista inclui dois prefeitos - Nilson Aparecido Leitão, de Sinop (MT), e Luiz Carlos Caetano, de Camaçari (BA) -, um ex-governador (José Reinaldo Tavares, do Maranhão), um deputado do Distrito Federal (Pedro Passos Junior/PMDB), um ex-deputado federal por Sergipe (José Ivam de Carvalho Paixão/PPS) e um assessor do gabinete do Ministério das Minas e Energia (Ivo Almeida Costa).
A Operação Navalha foi deflagrada m dez estados e no Distrito Federal, mobilizando cerca de 400 policiais federais. Por determinação da ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Eliana Calmon, todos os presos devem ser trazidos a Brasília. Calmon também determinou o bloqueio de contas e a indisponibilidade dos bens imóveis dos integrantes do esquema. A assessoria da PF informou que as investigações sobre a atuação do grupo começaram em novembro de 2006.
Segundo a PF, essa empresa operava uma organização criminosa infiltrada no governo federal e em governos estaduais e municipais. Os estados onde os mandados estão sendo cumpridos são Alagoas, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Sergipe, Pernambuco, Piauí, Maranhão, São Paulo, além do DF.
O objetivo do grupo era lucrar com a execução de obras públicas, organizada e estruturada para a prática de crimes como fraudes em licitações, corrupção passiva e ativa, tráfico de influência e lavagem de dinheiro.
Operação Navalha: PF diz que falta prender duas pessoas
Quinta, 17 de Maio de 2007 às 14:43, por: CdB