O advogado Nélio Machado, que defende Júlio César Guimarães Sobreira, sobrinho de Aílton Guimarães Jorge, o capitão Guimarães e acusado pela Operação Furacão de ser um dos tesoureiros do jogo do bicho, informou que seu cliente se recusou a falar em juízo. Nélio Machado disse também que seu cliente recorreu ao direito constitucional de se manter em silêncio porque eles não tiveram a oportunidade de conversar. Na instrução do processo criminal, argumenta Machado, o acusado vai se defender.
O presidente da Associação de Bingos e Similares do Estado do Rio de Janeiro (Aberj) Paulo Roberto Ferreia Lino, também um dos presos na Operação Furacão e José Renato Granado Ferreira, vice-presidente da Aberj, também prestaram depoimento.
José Renato disse durante o depoimento que não é dono de nenhuma casa de bingo, mas que embora não seja dono de casas de bingo, é dono da empresa BETEC GAMES de locação de máquinas eletrônicas programadas que elas são alugadas para as casas de bingo. Ferreira disse ainda que não conhece as empresas ABRA PLAY e REELTOKEN e que conhece AILTON GUIMARÃES JORGE de eventos de samba e da LIESA.
Os acusados passaram a noite num alojamento no Batalhão Especial Prisional (BEP) da Polícia Militar, em Benfica, no subúrbio. Segundo informações dos funcionários, eles dormiram em nove beliches cedidos pela Polícia Federal.
Os 17 presos recusaram o almoço oferecido nesta sexta-feira. No cardápio, arroz, feijão, costela de porco e batatas coradas. De sobremesa, pudim de caramelo. Eles preferiram aceitar os biscoitos levados pelos advogados.
O advogado de Ana Cláudia Rodrigues do Espírito Santo, Leonardo Isaac, informou que sua cliente está presa em uma delegacia da Polícia Federal, uma vez que o alojamento do BEP não tem dependências para mulheres.
Operação Furacão: tesoureiro do bicho se recusa a falar
Sexta, 27 de Abril de 2007 às 16:47, por: CdB