Rio de Janeiro, 19 de Janeiro de 2026

Operação Furacão: PGR pede prisão preventiva dos envolvidos

Sexta, 20 de Abril de 2007 às 17:57, por: CdB

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu, nesta sexta-feira, a prisão preventiva de todos os presos na Operação Furacão. A prisão preventiva é mais longa do que a temporária. E só pode ser decretada quando as provas são muito fortes. A decisão final será do presidente do inquérito, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cezar Peluso.

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Paulo Medina entregou, também nesta sexta-feira, um pedido de licença médica para se afastar por 28 dias do Tribunal. Nessa quinta-feira, o STJ pediu informações ao Supremo sobre o inquérito para decidir que providências irá tomar em relação ao ministro.

De acordo com o advogado do ministro, Antônio Carlos De Almeida Castro, Medina pediu para depor.
 
- Não se pode imaginar um ministro do Tribunal ter contra ele aberto um processo sem que tenha sido sequer dada a ele a oportunidade de falar -, argumentou Castro.

Paulo Medina foi citado no inquérito que investiga venda de decisões judiciais. Em agosto do ano passado, ele deu uma liminar liberando máquinas caça-níqueis. O irmão dele, Virgílio Medina, que está preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, foi apontado como intermediário entre a quadrilha e o ministro. A negociação teria chegado a R$ 1 milhão.

Tags:
Edições digital e impressa