Rio de Janeiro, 20 de Janeiro de 2026

Operação Furacão: bicheiros negam acusações

Quinta, 26 de Abril de 2007 às 15:30, por: CdB

Os advogados Nélio Machado e Ubiratan Guedes, que representam respectivamente Aílton Guimarães Jorge, o Capitão Guimarães, e Aniz Abrahão David, o Anísio, disseram que seus clientes negaram as acusações de envolvimento na exploração do jogo ilegal, corrupção e venda de decisões judiciais a donos de casas de bingo e máquinas de caça-níqueis. Os acusados foram ouvidos, nesta quinta-feira, na 6ª Vara Criminal Federal, no Centro do Rio.

O primeiro a depor nesta quinta foi Ailton Guimarães Jorge, conhecido como Capitão Guimarães. O depoimento começou por volta das 13h40 e durou cerca de uma hora. Antes do depoimento, o advogado dele, Nélio Machado, havia adiantado que Guimarães desconhece a compra de liminares na Justiça para funcionamento de bingos.

Questionado se havia algum ponto a ser esclarecido, Capitão Guimarães respondeu que trabalha como agente financeiro como autônomo, pessoa física, que faz estudos e apresenta a seus clientes. Disse ainda que nestes últimos anos, a bolsa de valores esteve muito favorável, de forma que teve oportunidade de fazer seus clientes ganharem dinheiro e ele próprio interrogando ganhar dinheiro.

Em seguida, foi a vez de Aniz Abrahão David, conhecido como Anísio, também considerado um dos principais chefes da máfia dos caça-níqueis no Rio. O depoimento de Anísio durou menos de uma hora, terminando por volta de 15h40. O advogado dele, Ubiratan Guedes, também havia dito à imprensa que seu cliente não conhecia nenhum esquema.

O advogado de Antonio Petrus Kalil, conhecido como Turcão, Wallace Correa, foi embora e não falou com a imprensa.

Nélio Machado considera um castigo e injusta a ida dos presos para o Mato Grosso do Sul e defende que seu cliente possa responder ao processo em liberdade, no Rio de Janeiro.

- Levá-los para o Mato Grosso do Sul é um castigo para ele e também para sua família. Eles têm a presunção constitucional de não culpabilidade ou da inocência. Enquanto o processo não se desenvolver de maneira regular, qualquer prisão é absolutamente injusta e desnecessária -, disse.

Segundo Machado, o capitão Guimarães negou por completo as acusações e diz não saber por que está preso.

- Não há absolutamente nada em desfavor dele de tudo o que se apurou -, argumentou.

O advogado acrescentou que os outros dois depoimentos seguiram a mesma linha e afirma que a decisão da juíza de manter os acusados no Rio de Janeiro até a próxima semana. O advogado informou, ainda, que já deu entrada no habeas corpus em favor do seu cliente e aguarda a decisão do Tribunal.

Já Ubiratan Guedes, advogado de Anísio, informou que o contraventor disse que não é dono de casa de bingo e deu uma razão para os US$ 47 mil que foram encontrados na sua casa.

- Ele esclareceu que na declaração de imposto de renda dele havia US$ 66 mil em casa que seria usado para viagens e que gastou uma parte desse dinheiro -, defendeu.
 
 

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