Rio de Janeiro, 17 de Janeiro de 2026

Operação Furacão: advogado diz que delegado nega ter beneficiado bicheiros

Segunda, 16 de Abril de 2007 às 16:34, por: CdB

O delegado da Polícia Federal Carlos Pereira Silva, preso na semana passada na Operação Hurricane, negou que apreensões de máquinas de caça-níqueis tenham sido motivadas para beneficiar um grupo aliado de empresários do jogo. Nessa operação, foram recolhidas 800 máquinas e R$ 2 milhões em dinheiro. A informação é do advogado Paulo Gazulo.

Para a Polícia Federal, Silva, que era chefe da PF em Niterói, teria agido supostamente para poupar o grupo de bicheiros presos - Aílton "Capitão" Guimarães, Aniz "Anísio" Abraão David, Júlio Guimarães Sobreira e Antonio "Turcão" Petrus Kalil - nas operações "Vegas 1, Vegas 2 e Vegas 3".

Silva depôs por cerca de 2 horas e negou qualquer acusação. Disse, segundo o advogado, que o "compromisso é com a verdade".

- Qualquer outra coisa é ilação -, afirmou Gazulo.

Segundo o advogado, foram apreendidos na casa de Silva US$ 60 mil e R$ 18 mil. Os dólares são, de acordo com a explicação dada no depoimento, fruto da venda de um apartamento em Copacabana e os reais de saques feitos naquela semana para pagar funcionários que estão reformando o apartamento onde mora.

O chefe da PF em Niterói foi o primeiro a ser ouvido na Superintendência da PF em Brasília. Estão sendo ouvidos ainda o policial federal aposentado Luiz Paulo Dias de Matos e sua mulher Suzi Pinheiro delegada e funcionária da corregedoria da Agência Nacional de Petróleo.

Na casa dos dois, no Rio de Janeiro, além de computadores foram apreendidos US$ 12 mil. O advogado do casal, Paulo Henrique Lins, afirmou que esse dinheiro faz parte de uma sobra de uma viagem à Portugal para visitar parentes feita recentemente.

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