Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

Operação de reintegração no Horto termina com feridos

Pelo menos duas pessoas ficaram feridas após a operação de reintegração de posse do Clube Caxinguelê, na região do Horto, no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio. Dois moradores apresentaram ferimentos, segundo eles, foram causados por balas de borracha, e constatou que pelo menos outro morador passou mal com as bombas de efeito moral.

Segunda, 05 de Maio de 2014 às 09:15, por: CdB
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Pelo menos duas pessoas ficaram feridas após a operação de reintegração de posse do Clube Caxinguelê, na região do Horto
Pelo menos duas pessoas ficaram feridas após a operação de reintegração de posse do Clube Caxinguelê, na região do Horto, no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio. Dois moradores apresentaram ferimentos, segundo eles, foram causados por balas de borracha, e constatou que pelo menos outro morador passou mal com as bombas de efeito moral. De acordo com testemunhas, uma quarta pessoa também precisou de atendimento médico. A Polícia Militar negou a utilização de balas de borracha, mas confirmou terem soltado bombas de efeito moral e gás de pimenta. Cerca de 135 policiais militares realizaram a ação de desocupação do clube. A operação também contou com o apoio de policiais federais. Segundo informações do portal G1. Após a chegada dos agentes, os moradores protestaram. O clube faz parte de uma vila que abriga casas com mais de 500 famílias. Quem mora nas casas teme que a desocupação do clube venha antes de ações semelhantes com as residências. O clima ficou tenso, depois que um grupo de moradores tentou voltar para o clube, e a polícia atirou bombas de efeito moral para evitar o retorno. Segundo a polícia, a desocupação tinha sido concluída. De acordo com a Polícia Federal, a desocupação do clube atende a decisão judicial do Ministério Público Federal, deferida em abril deste ano, em favor do Jardim Botânico. Alguns moradores pularam o muro do clube para evitar a ação da Polícia Militar. Segundo a PM, a operação contou com o apoio de policiais do 23º BPM (Leblon), do Grupamento de Remoção Hospitalar, do Batalhão de Choque e do Batalhão de Policiamento em Grandes Eventos. Em nota, a presidenta do Instituto Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Samyra Crespo, detalhou a reintegração do terreno. A dirigente lembrou que o processo de devolução à instituição da área de sua propriedade, "ocupada indevidamente ao longo de décadas", começou em maio do ano passado, completando agora um ano. Em abril último, conforme a nota, a União passou oficialmente as terras ao Jardim Botânico e encaminhou a decisão para registro em cartório. - Há um plano organizado para a saída de moradores e de instalações não compatíveis com a destinação da área diversas vezes divulgado. Nesse plano cabe à SPU,  Secretaria de Patrimônio da União,  dar assistência aos moradores e cabe à administração do Jardim planificar a requalificação ambiental do espaço - explicou a dirigente. A retirada do clube da área da instituição, informou, faz parte desse processo. De acordo com a nota, a desocupação da área conhecida como Caxinguelê, onde estava instalado o clube, foi decidida pela Justiça há mais de um ano, após quase 20 anos de litígio. "O clube está dentro do arboreto (coleção de plantas) tombado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), próximo a um dos monumentos históricos mais importantes do Jardim, o Aqueduto da Levada, construído em 1853, e que tinha por função trazer a abundante água que vinha do Maciço da Tijuca", informou a instituição. No lugar reintegrado ao Jardim Botânico, a direção anunciou que haverá a instalação de uma nova estufa de orquídeas, "expandindo nossa coleção científica hoje bastante acanhada por falta de espaço, e em um futuro próximo iniciaremos obras para a recomposição paisagística e recuperação do monumento que ali se encontra".
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