Rio de Janeiro, 01 de Janeiro de 2026

Operação da Polícia Civil deixa alunos sem aula no Rio

Mais de 1,7 mil alunos da rede municipal ficaram sem aula na manhã desta sexta-feira devido a uma operação da Polícia Civil em comunidades de Santa Teresa

Sexta, 09 de Junho de 2017 às 10:51, por: CdB

No total, 11 pessoas foram presas. Além disso, foram cumpridos três mandados de prisão contra pessoas que já estão detidas no sistema penitenciário

Por Redação, com ABr - do Rio de Janeiro:

Mais de 1,7 mil alunos da rede municipal ficaram sem aula na manhã desta sexta-feira devido a uma operação da Polícia Civil em comunidades de Santa Teresa e Rio Comprido, uma região que fica na confluência das Zonas Norte, Sul e Centro. Segundo a Secretaria Municipal de Educação, duas escolas, três creches e três espaços de desenvolvimento infantil ficaram fechados. 

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Operação da Polícia Civil contra o tráfico no Rio deixa 1,7 mil alunos sem aula

De acordo com a Polícia Civil, as operações estão sendo feitas em vários pontos da cidade, principalmente Tijuca (Turano) e Santa Teresa (Fallet, Fogueteiro e Prazeres), e tem o objetivo de cumprir mandados de prisão contra o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

No total, 11 pessoas foram presas. Além disso, foram cumpridos três mandados de prisão contra pessoas que já estão detidas no sistema penitenciário.

Polícia Militar

O subchefe administrativo do Estado-Maior da Polícia Militar do Rio de Janeiro, coronel Márcio Basílio, informou na quinta-feira que 589, dos 4 mil concursados que aguardam pela convocação para o curso de formação de soldados da Polícia Militar, já passaram por todas as etapas da admissão e podem ser chamados. O concurso foi feito em 2014.

O oficial participou de audiência pública da Comissão de Trabalho da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Informou que a convocação dos novos concursados é urgente. Mas que esta depende do governo do estado.

– A incorporação desses candidatos é de extrema importância para a PM. Precisamos completar o nosso efetivo. Mas essa decisão não cabe a nós. Cabe ao governador decidir a quantidade de contratações e o prazo para elas aconteçam – disse o coronel.

De acordo com dados da corporação, seriam necessários R$ 96 milhões para garantir a convocação e o curso de formação de todos os 4 mil aprovados. Devido às aposentadorias, licenças, mortes e demissões, a Polícia Militar tem trabalhado com déficit operacional desde o ano passado.

O presidente da comissão, deputado estadual Paulo Ramos (PSOL). Declarou que, com a aprovação do Plano de Recuperação Fiscal pela Alerj, essa deve ser uma prioridade para estado. “O governo do estado caminha para uma recuperação financeira. Então esta é a hora de rever as prioridades. Dentre elas, a segurança pública. Precisamos encerrar a angústia desses candidatos (concursados)”, afirmou.

Segurança

Os deputados estaduais Flávio Bolsonaro (PSC); Martha Rocha (PDT), presidente da Comissão de Segurança Pública da Casa; e Bruno Dauaire (PR). Também estiveram presentes à reunião. Bem como representantes das secretarias de Estado de Segurança Pública e da Fazenda (Sefaz).

Concursados fizeram manifestação em frente ao Palácio Tiradentes contra a demora nas convocações. Um dos candidatos aprovados, Roni Rodrigues, declarou que cada vez há menos interessados em assumir cargos na Polícia Militar e que, por isso, os candidatos aprovados deveriam ser valorizados.

– Quem, hoje, está disposto a fazer concurso para ser soldado da PM? Não é qualquer pessoa que tem a disposição de sacrificar a própria vida para servir à sociedade. A responsabilidade pela segurança pública é do governador, e a demora causa prejuízos diretos para todo o estado – disse ele.

Na terça-feira, os deputados da Casa alteraram o projeto que formalizou a entrada do Rio no Regime de Recuperação Fiscal dos Estados. Obrigando o Estado a convocar os candidatos aprovados. A medida aguarda sanção do governador Luiz Fernando Pezão. Em novembro do ano passado. A Alerj incluiu emenda no projeto que reconheceu o Estado de calamidade financeira no Rio para prorrogar a validade dos concursos já realizados.

O governo do estado informou que a segurança sempre esteve entre suas prioridades. E que iniciou conversas com o governo federal para que a homologação do plano estadual ocorra o quanto antes para regularizar os salários dos servidores, assim como restabelecer as finanças do Estado. A previsão do Executivo é que isso ocorra em 60 dias.

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