No total, 11 pessoas foram presas. Além disso, foram cumpridos três mandados de prisão contra pessoas que já estão detidas no sistema penitenciário
Por Redação, com ABr - do Rio de Janeiro:
Mais de 1,7 mil alunos da rede municipal ficaram sem aula na manhã desta sexta-feira devido a uma operação da Polícia Civil em comunidades de Santa Teresa e Rio Comprido, uma região que fica na confluência das Zonas Norte, Sul e Centro. Segundo a Secretaria Municipal de Educação, duas escolas, três creches e três espaços de desenvolvimento infantil ficaram fechados.
De acordo com a Polícia Civil, as operações estão sendo feitas em vários pontos da cidade, principalmente Tijuca (Turano) e Santa Teresa (Fallet, Fogueteiro e Prazeres), e tem o objetivo de cumprir mandados de prisão contra o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
No total, 11 pessoas foram presas. Além disso, foram cumpridos três mandados de prisão contra pessoas que já estão detidas no sistema penitenciário.
Polícia Militar
O subchefe administrativo do Estado-Maior da Polícia Militar do Rio de Janeiro, coronel Márcio Basílio, informou na quinta-feira que 589, dos 4 mil concursados que aguardam pela convocação para o curso de formação de soldados da Polícia Militar, já passaram por todas as etapas da admissão e podem ser chamados. O concurso foi feito em 2014.
O oficial participou de audiência pública da Comissão de Trabalho da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Informou que a convocação dos novos concursados é urgente. Mas que esta depende do governo do estado.
– A incorporação desses candidatos é de extrema importância para a PM. Precisamos completar o nosso efetivo. Mas essa decisão não cabe a nós. Cabe ao governador decidir a quantidade de contratações e o prazo para elas aconteçam – disse o coronel.
De acordo com dados da corporação, seriam necessários R$ 96 milhões para garantir a convocação e o curso de formação de todos os 4 mil aprovados. Devido às aposentadorias, licenças, mortes e demissões, a Polícia Militar tem trabalhado com déficit operacional desde o ano passado.
O presidente da comissão, deputado estadual Paulo Ramos (PSOL). Declarou que, com a aprovação do Plano de Recuperação Fiscal pela Alerj, essa deve ser uma prioridade para estado. “O governo do estado caminha para uma recuperação financeira. Então esta é a hora de rever as prioridades. Dentre elas, a segurança pública. Precisamos encerrar a angústia desses candidatos (concursados)”, afirmou.
Segurança
Os deputados estaduais Flávio Bolsonaro (PSC); Martha Rocha (PDT), presidente da Comissão de Segurança Pública da Casa; e Bruno Dauaire (PR). Também estiveram presentes à reunião. Bem como representantes das secretarias de Estado de Segurança Pública e da Fazenda (Sefaz).
Concursados fizeram manifestação em frente ao Palácio Tiradentes contra a demora nas convocações. Um dos candidatos aprovados, Roni Rodrigues, declarou que cada vez há menos interessados em assumir cargos na Polícia Militar e que, por isso, os candidatos aprovados deveriam ser valorizados.
– Quem, hoje, está disposto a fazer concurso para ser soldado da PM? Não é qualquer pessoa que tem a disposição de sacrificar a própria vida para servir à sociedade. A responsabilidade pela segurança pública é do governador, e a demora causa prejuízos diretos para todo o estado – disse ele.
Na terça-feira, os deputados da Casa alteraram o projeto que formalizou a entrada do Rio no Regime de Recuperação Fiscal dos Estados. Obrigando o Estado a convocar os candidatos aprovados. A medida aguarda sanção do governador Luiz Fernando Pezão. Em novembro do ano passado. A Alerj incluiu emenda no projeto que reconheceu o Estado de calamidade financeira no Rio para prorrogar a validade dos concursos já realizados.
O governo do estado informou que a segurança sempre esteve entre suas prioridades. E que iniciou conversas com o governo federal para que a homologação do plano estadual ocorra o quanto antes para regularizar os salários dos servidores, assim como restabelecer as finanças do Estado. A previsão do Executivo é que isso ocorra em 60 dias.