Rio de Janeiro, 11 de Outubro de 2026

Operação da PF prende donos de rede de varejo

A Receita Federal, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal deflagraram na manhã de desta terça-feira a Operação Negócio da China, destinada ao cumprimento de 21 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de prisão, contra executivos das rede de loja Casa&Vídeo. (leia mais)

Terça, 25 de Novembro de 2008 às 16:46, por: CdB

A Receita Federal, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal deflagraram na manhã de desta terça-feira a Operação Negócio da China, destinada ao cumprimento de 21 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de prisão, contra executivos das rede de loja Casa&Vídeo, por comercialização de produtos contrabandeados. A operação já prendeu 13 suspeitos e busca um foragido.

Cerca de 500 servidores dos três órgãos cumprem os mandados de busca e apreensão em cidades dos Rio de Janeiro e do Espírito Santo. Os mandados, expedidos pela Justiça Federal, abrangem escritórios e lojas da empresa relacionada ao esquema, depósitos de mercadorias e residências das pessoas supostamente envolvidas com a prática das fraudes.

Foram presos na operação 13 suspeitos de fraude, entre eles, Luigi Fernando Milone e Attílio Milone, apontados como os donos da rede de varejo.  A assessoria de imprensa da Receita Federal informou que as investigações duraram cerca de um ano e indicaram que o grupo empresarial é suspeito de fraudes na importação de mercadorias populares com o intuito de reduzir ou suprimir o pagamento de impostos e contribuições.

Além do crime de descaminho, foram encontradas evidências da prática de sonegação fiscal, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

O superintendente da PF no Rio, Valdinho Jacinto Caetano, afirmou que seria impossível chegar ao esquema por meio apenas da Receita Federal. Segundo ele, a fraude era "bastante engenhosa" e contava com até 50 empresas parceiras.

- A rede de lojas faziam planejamento de compras e uma outra empresa, que tinha relação com a Casa & Vídeo, comprava mercadoria e pagava o preço acertado com os exportadores e emitia nota subfaturada. Ou seja, o produto chegava ao país bem mais barato do que deveria - afirmou.

A rede está sendo acusada, também, de ter uma dívida de R$ 40 milhões com a Previdência por irregularidade com o recolhimento ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

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