Por Liga Bolchevique Internacionalista 24/07/2011 às 18:23
Enquanto se prepara para um ataque militar "convencional" contra o Irã, o governo Obama promove covardes ações de sabotagem operadas pela CIA, contando com o apoio logístico e político da oposição pró-imperialista ao governo Ahmadinejad
TERRORISMO IANQUE
OPERAÇÃO DA CIA, COM AVAL DE OBAMA, ASSASSINA MAIS UM CIENTISTA NUCLEAR IRANIANO
O cientista iraniano Daryush Rezaei de 35 anos, especialista em física nuclear, foi covardemente assassinado na tarde deste sábado, 22/07, quando saía de sua casa em Teerã, sua esposa também ficou ferida no ataque terrorista. Daryush trabalhava na organização iraniana de energia atômica e, segundo fontes do governo, desenvolvia um projeto estratégico de fusão nuclear, fundamental para a produção de armamentos atômicos, para que seu país possa se defender do provável ataque que o imperialismo ianque organiza contra o Irã. Não é o primeiro atentado que a CIA articula contra cientistas iranianos, em uma tentativa desesperada de retardar a produção de armas atômicas desenvolvidas totalmente com tecnologia nacional, a despeito das sanções impostas pela ONU, a serviço dos EUA e Israel.
Enquanto se prepara para um ataque militar "convencional" contra o Irã, o governo Obama promove estas covardes ações de sabotagem operadas pela CIA, contando com o apoio logístico e político da oposição pró-imperialista ao governo Ahmadinejad. O plano de induzir a falsa "revolução árabe" contra o regime dos aiatolás, no curso da queda de Mubarak no Egito, não conseguiu decolar como na Líbia e na Síria, forçando a Casa Branca a retomar a tática de fustigamento militar como única alternativa para debilitar seus piores adversários na região. A guerra imperialista contra o regime líbio e as investidas "populares" da CIA contra o governo de Assad encontram-se empantanadas, o que indica claramente que apesar da superioridade bélica e dos imensos recursos financeiros investidos nesta "empreitada", as lideranças nacionalistas burguesas ainda contam com considerável apoio do movimento de massas. No caso iraniano onde as conquistas da revolução anti-imperialista ocorrida em 1979 ainda estão bem "frescas", Washington terá que pensar politicamente muito bem em como atacar o regime dos aiatolás sem colher uma derrota pior do que obteve no Vietnã.
Os marxistas revolucionários não nutrimos a menor ilusão política nos regimes nacionalistas burgueses que ocasionalmente se enfrentam com o imperialismo, mas sabemos lutar lado a lado do proletariado destes países, que engendram conquistas sociais produto deste embate, quando estas mesmas conquistas estão ameaçadas, seja pela reação interna ou externa. Leon Trotsky aplicou este método leninista quando esteve exilado no México, diante das nacionalizações levadas a cabo pelo governo nacionalista burguês do general Cárdenas. Nesta ocasião a própria seção mexicana da recém-fundada Quarta Internacional rompeu com o dirigente bolchevique o acusando torpemente de capitulação a um governo capitalista. Os falsos "principistas", influenciados pelo esquerdismo do argentino Quebracho, argumentavam tolamente que seria impossível a qualquer regime burguês conceder conquistas às massas, ainda mais quando o próprio Cárdenas mantinha estreitos vínculos com os EUA.
Fazendo um paralelo histórico, é o mesmo tipo de "argumento" que utilizam toda sorte de organizações revisionistas e pequeno burguesas contra a frente única que nós da LBI defendemos em relação aos regimes burgueses da Líbia e do Irã, onde as conquistas das massas estão sendo atacadas no front "interno e externo". O pseudo "esquerdismo" destes senhores os levam para o campo militar e político do imperialismo, chegando como Quebracho a romperem com o próprio programa do trotskismo. Para os genuínos leninistas defender conquistas sociais existentes na trincheira independente da luta, seja em um Estado operário ou em um regime nacionalista burguês, não significa jamais uma capitulação política ou "embelezamento" dos caudilhos burocratas ou burgueses. Nestas situações a tarefa insubstituível da construção do partido operário revolucionário (sobre a base do Programa de Transição) coloca-se na primeira linha do combate anti-imperialista.
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