Rio de Janeiro, 08 de Novembro de 2026

Opep mantém produção, apesar do petróleo a US$ 100

Por uma decisão unânime, apesar das considerações dos Estados Unidos quanto aos preços internacionais, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) decidiu manter nos atuais níveis a produção da commodity. (Leia Mais)

Quarta, 05 de Março de 2008 às 08:16, por: CdB

Por uma decisão unânime, apesar das considerações dos Estados Unidos quanto aos preços internacionais, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) decidiu manter nos atuais níveis a produção da commodity e informou que as altas recordes na cotação do barril são causadas por uma série de fatores que estão além do controle da entidade. O petróleo nos Estados Unidos atingiu a marca de US$ 103,95 o barril na segunda-feira e era negociado a mais de US$ 100 dólares na abertura do mercado, nesta quarta-feira. Os EUA afirmaram que mesmo um pequeno aumento da oferta ajudaria a conter os preços.

Mas os ministros da entidade têm repetidamente afirmado que o mercado está sendo levado para cima por fatores como a fraqueza do dólar, especulação e problemas políticos e não por causa de uma falta da commodity. Depois de menos de duas horas de discussões, delegados da Opep informaram à Reuters que o grupo decidiu manter a atual produção de petróleo. Ministro nigeriano de Petróleo, Odein Ajumogobia disse a jornalistas, pela manhã, que acreditava na estabilidade da produção, apesar de afirmar que o barril acima de US$ 100 cria uma situação desconfortável.

A decisão desta quarta-feira não impede, porém, que nações integrantes do cartel aumentem a produção sem comunicar aos parceiros.. A Arábia Saudita, por exemplo, tem continuadamente prometido manter o mercado bem abastecido por petróleo. O ministro saudita de Petróleo, Ali al-Naimi, afirmou que o reino tem produzido 9,2 milhões de barris por dia, o que é cerca de 300 mil barris acima da meta formal de produção definida pela Opep.

Para colocar mais pressão no jogo com a Opep, Washington sinalizou que um aumento mínimo na produção, entre 300 mil e 500 mil barris diários, poderia acalmar os preços e ajudar a limitar qualquer dano econômico.

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