O preço do barril de petróleo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) desceu 49 centavos até 45,11 dólares cotado na quarta-feira, informou, nesta quinta-feira, o secretariado da organização.
Esta baixa acontece em paralelo à de outros petróleos de referência no mercado internacional devido ao aumento das reservas americanas acumulado na semana passada.
Estas aumentaram em 4,3 milhões de barris e o valor acumulado ultrapassa em 11,3% o nível de há um ano, enquanto as reservas de gasolina aumentaram 1,1 milhão de barris.
A empresa de consultoria de energia PVM assinala em seu boletim de hoje que este aumento, o décimo terceiro em 14 semanas, foi maior que o esperado.
Os dados feitos públicos nos EUA tiveram um efeito sobre o Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve), que caiu pela primeira vez abaixo dos 48 dólares ao descer 1,72 dólar até 47,25.
Enquanto isso, em Londres, o preço do Brent desceu 1,19 dólar até 48,15 dólares.
A PVM, assinala, no entanto, que mantém suas previsões de um forte puxão do consumo para o segundo semestre do ano, sobretudo devido à China.
Apesar disso, os especialistas destacam que o crescimento do consumo de gasolina nos EUA só cresceu em abril 0,6% anualizado, menos que o esperado.
Apesar dos bons níveis de reservas de gasolina para enfrentar a temporada de deslocamentos estival, a PVM põe o acento na greve que afeta cinco refinarias da companhia Petrolífera Total na França, o que pode inquietar os mercados.
Perante esta situação, os mercados prestarão grande atenção nos passos que forem dados pelos ministros da Opep em sua reunião de Junho em Viena.
A Venezuela, um dos países com mais importância na organização considera prudente avaliar inclusive a possibilidade de uma redução.
Rio de Janeiro, 26 de Maio de 2026
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