Infecções bacterianas na UTI da Maternidade Hildete Falcão Batista, em Aracaju (SE), mataram nos últimos cinco dias onze recém-nascidos. O caso está sendo investigado, mas a Secretaria Estadual de Saúde, que administra a unidade, afasta a hipótese de que haja um surto de infecção hospitalar.
De acordo com a secretaria, todas as crianças mortas eram prematuras ou sofriam de algum mal congênito de alto risco, uma vez que a maternidade é especialista em atendimentos deste tipo. O problema é que cinco das mortes ocorreram devido a infecções provocadas por três bactérias diferentes, por isso, a hipótese de surto está afastada. Para a secretaria, as bactérias que infectaram as crianças são facilmente encontradas em hospitais.
Desde o começo deste mês, 21 bebês morreram na UTI da maternidade especializada em casos de alto risco. O número está próximo da média mensal, que é de 20 mortes, ainda de acordo com a secretaria.
Desde sexta-feira, quando os casos de infecção começaram a surgir, mais de 20 crianças que estavam na UTI foram isoladas e submetidas a exames de sangue. Uma delas está infectada por bactérias.
Durante o final de semana, os partos agendados na maternidade foram transferidos para outro hospital da região e as áreas interna, externa e intermediária da UTI foram desinfetadas. Nesta segunda-feira, a maternidade retomou os atendimentos.
Rio de Janeiro, 13 de Fevereiro de 2026
Edições digital e impressa