Onze controladores do Cindacta-2 (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo de Curitiba-PR) que se envolveram com o motim da categoria ocorrido em março foram afastados de suas funções. Todos respondem pelo crime na Justiça Militar. Outros sete profissionais de Brasília serão demitidos.
Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), a decisão do afastamento em Curitiba foi tomada após sugestão do juiz militar que cuida do caso. A Aeronáutica avalia que, como a função de controlador exige concentração elevada, a presença de controladores que estão sendo processados poderia afetar a qualidade do controle do espaço aéreo. Todos estão realizando funções administrativas.
Outros sete controladores do Cindacta-1, em Brasília, tiveram seus reengajamentos negados. Na prática, a medida significa que eles serão demitidos. De acordo com a FAB, militares com menos de dez anos de serviço têm que pedir o reengajamento todos os anos para poder continuar na carreira militar. No caso deles, o pedido foi negado e eles não poderão continuar na FAB.
O motim dos controladores começou na noite do dia 30 de março e durou aproximadamente cinco horas. O movimento teve início no Cindacta-1, que controla o espaço aéreo nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, e ganhou adesão em outras regiões. Com decolagens interrompidas, o motim dos controladores praticamente parou o espaço aéreo brasileiro.
Onze controladores do Cindacta-2 são asfatados e sete são demitidos
Quarta, 28 de Novembro de 2007 às 15:11, por: CdB