O furacão Katrina poderá economicamente ultrapassar a devastação causada por outros desastres naturais recentes, disse no final da noite desta quarta-feira o coordenador da ajuda de emergência da Organização das Nações Unidas (ONU) que conduziu os esforços durante o tsunami na Ásia.
Jan Egeland, subsecretário-geral da ONU, ofereceu ajuda da organização aos Estados Unidos em uma carta formal enviada ao novo embaixador norte-americano na entidade, John Bolton.
Egeland chamou o Katrina de um "dos maiores e mais destrutivos desastres naturais" da história.
- A ONU está pronta para ajudar com qualquer tipo de conhecimento de desastre que seja exigido...em total reconhecimento de que os EUA são o país do mundo que possui os melhores meios civis e militares de busca e resgate - disse em entrevista.
Ele afirmou que autoridades dos EUA agradeceram a oferta, mas não pediram ajuda até agora.
O subsecretário observou que não pode comparar o furacão ao tsunami de dezembro de 2004 no que diz respeito aos custos humanos, mas que, economicamente, a tempestade desta semana que devastou Nova Orleans e outras partes dos EUA pode facilmente ultrapassar o estrago de outros desastres naturais recentes.
A ONU estimou os custos do tsunami em 10 bilhões de dólares, enquanto as perdas com o Katrina podem chegar a 25 bilhões de dólares.
Dezenas de milhares de casas e lojas foram destruídas, mais de 78 mil pessoas foram levadas para abrigos de emergência e o número de mortos já chegou a pelo menos 200.
O porta-voz do Departamento de Estado Sean McCormack disse aida nesta quarta-feira que entre 10 e 12 governos estrangeiros ofereceram ajuda aos EUA para lidar com as consequências do furacão, mas que não foi tomada decisão sobre como essas ofertas serão usadas.