A Organização das Nações Unidas (ONU) informou nesta quarta-feira que suspendeu o envio de comida para a conturbada região de Darfur, no Sudão, depois de uma explosão de violência por parte dos rebeldes e da retaliação do governo.
Ataques rebeldes a forças do governo na última segunda-feira nos arredores de Darfur mostraram que a região não era segura para comboios de ajuda humanitária, afirmou o Programa Mundial de Alimentos.
A instituição suspendeu três comboios de caminhões que estavam levando 1,3 bilhão de toneladas de comida, cortando assim a assistência a cerca de 260 mil pessoas em Darfur - que é descrita pela ONU como palco de uma das maiores crises humanitárias do mundo.
Um grupo rebelde, o Movimento Nacional Sudanês para a Erradicação da Marginalização, afirmou que havia matado 150 soldados e policiais num ataque de segunda-feira. O governo, no entanto, diz que o número era muito menor.
A ONU chegou a pedir que rebeldes devolvessem 13 caminhões de ajuda que haviam sido roubados recentemente. Há uma suspeita de que os veículos estejam sendo usados com propósitos militares.
- Esse tipo de mau uso de bens humanitários deve ser barrado imediatamente - afirmou o enviado especial da ONU à região, Jan Pronk.
- As partes envolvidas no conflito têm de cumprir com seus compromissos, incluindo sua responsabilidade de garantir a segurança e bem estar de seu povo e o livre acesso à assistência humanitária - disse ainda.