Apesar de várias declarações inequívocas da ONU de que exerceria uma norma de “tolerância zero” com casos do tipo, as acusações de abusos continuam a aparecer contra várias de suas operações de paz.
As atuais acusações, segundo funcionários da ONU que pedem anonimato, atingem cerca de 800 soldados marroquinos que servem às forças de paz na Costa do Marfim.
A ONU tomou a medida pouco comum de retirar todo o batalhão das ruas e mantê-los nos quartéis. O batalhão estava baseado na região de Bouake, alvo de grupos rebeldes.
Os soldados são acusados de manter relações sexuais com um grande número de meninas menores de idade.
Acusações anteriores
Esta não é a primeira vez que os soldados marroquinos das forças de paz enfrentam acusações semelhantes.
Há dois anos, seis de seus soldados servindo no Congo foram presos por abusar de crianças – oferecendo comida a meninas menores de idade em troca de sexo.
Eles não são os únicos. Acusações semelhantes já foram feitas contra soldados de vários países, da África do Sul ao Uruguai.
Apesar de repetidas promessas da ONU de coibir essas práticas, elas continuam a ocorrer. O problema é difícil de ser reprimido.
Muitas das garotas vítimas de abusos estão desesperadas pelos alimentos ou pelo dinheiro que os soldados oferecem.
O ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan já havia condenado a prática, classificando-a de “absolutamente imoral”.
As missões da ONU hoje incluem cartazes colocados em locais proeminentes pedindo aos seus soldados para se comportar.