ONU se prepara para êxodo de 400 mil habitantes de cidade curda da Síria
A agência de refugiados da ONU, o Acnur, disse nesta terça-feira estar fazendo planos de contingência diante da possibilidade de que todos os 400 mil habitantes da cidade curda Síria de Kobani fujam para a Turquia para escapar do avanço de militantes do Estado Islâmico.
Cerca de 138 mil refugiados curdos sírios entraram na Turquia em um êxodo que começou na semana passada Soldados israelenses durante confrontos com palestinos em Hebron, na Cisjordânia
A agência de refugiados da ONU, o Acnur, disse nesta terça-feira estar fazendo planos de contingência diante da possibilidade de que todos os 400 mil habitantes da cidade curda Síria de Kobani fujam para a Turquia para escapar do avanço de militantes do Estado Islâmico.
Cerca de 138 mil refugiados curdos sírios entraram na Turquia em um êxodo que começou na semana passada, e dois pontos de cruzamento de fronteira permanecem abertos, disse o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados.
- Estamos nos preparando para o caso de toda a população fujir para a Turquia. A população de Kobani é de 400 mil pessoas - disse a principal porta-voz do Acnur, Melissa Fleming, em uma coletiva de imprensa em Genebra. “Nós não sabemos, mas estamos nos preparando para essa contingência."
Curdos sírios lutam para defender uma importante cidade fronteiriça frente ao avanço do Estado Islâmico na segunda-feira, e jovens curdos da Turquia correram para ajudá-los.
- Nossa principal preocupação seria se a própria Kobani fosse tomada - disse na coletiva Rupert Colville, porta-voz de direitos humanos da ONU.
Pelo menos 105 vilas ao redor de Kobani foram capturadas por forças do Estado Islâmico desde 15 de setembro, incluindo pelo menos 85 no fim de semana, disse ele. O escritório de direitos humanos da ONU recebeu relatos de que outras 100 vilas haviam sido abandonadas ou esvaziadas por causa do medo de invasão, acrescentou.
A região de Kobani também abriga entre 200 mil e 400 mil sírios deslocados de outras partes do país, incluindo Raqqa, Aleppo e Homs, disse Colville.
Fleming pediu pelo o do governo da Turquia e de outros países vizinhos para abrigarem mais de 3 milhões de refugiados sírios: “Os 138 mil que acabaram de chegar na Turquia representam o número que toda a Europa recebeu em três anos de guerra na Síria."
Exército de Israel
Tropas israelenses mataram nesta terça-feira dois palestinos na cidade de Hebron, na Cisjordânia, e os porta-vozes do Exército disseram que eles eram militantes do Hamas responsáveis pela morte de três jovens israelenses em junho, em uma ação que desencadeou a guerra em Gaza.
Marwan Kawasme e Amar Abu Aysha, ambos na casa dos 30 anos, foram mortos a tiros durante um confronto depois que as tropas israelenses cercaram uma casa na cidade antes do amanhecer, disseram o Exército e moradores. Israel estava procurando os homens havia três meses.
Kawasme e Abu Aysha eram acusados de terem matado três seminaristas adolescentes sequestrados enquanto viajavam ao pegar carona à noite perto de um assentamento judaico na Cisjordânia, em 12 de junho.
Os militares disseram que o Exército e a polícia israelense estavam tentando prender os dois suspeitos quando irrompeu o tiroteio.
- Abrimos fogo, eles revidaram, e eles foram mortos em seguida - disse o porta-voz militar israelense, tenente-coronel Peter Lerner.
O governador de Hebron, Kamel Hmeid, confirmou a uma rádio palestina que os dois foram mortos.
- Está claro agora que os dois mártires, al-Kawasme e Abu Aysha, foram assassinados nesta manhã durante uma operação militar na área da Universidade Hebron. Condenamos este crime, este assassinato, como o assassinato deliberado e premeditado - disse Hmeid.
Kawasme e Abu Aysha eram afiliados ao Hamas, que inicialmente negou qualquer ligação com o ataque de junho. No mês passado, no entanto, o grupo reconheceu a responsabilidade, embora sua liderança tenha dito que não tinha conhecimento prévio de que os homens planejavam seqüestrar os alunos.
- O Hamas elogia o papel desempenhado pelos mártires Abu Aysha e Kawasme na perseguição aos colonos israelenses, e ressaltamos que seu assassinato não vai enfraquecer a resistência - disse o porta-voz do Hamas, Sami Abu Zuhri, em Gaza.
Tags:
Relacionados
Edições digital e impressa
Utilizamos cookies e outras tecnologias. Ao continuar navegando você concorda com nossa política de privacidade.