Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

ONU recomeça negociações de paz para o Oriente Médio

O quarteto de mediadores para o Oriente Médio tentava nesta terça-feira retomar o processo de paz para a região após uma mudança na política norte-americana e um revés ao plano do premiê israelense, Ariel Sharon, de retirada unilateral da Faixa de Gaza. (Leia Mais)

Terça, 04 de Maio de 2004 às 06:24, por: CdB

O quarteto de mediadores para o Oriente Médio tentava nesta terça-feira retomar o processo de paz para a região após uma mudança na política norte-americana e um revés ao plano do premiê israelense, Ariel Sharon, de retirada unilateral da Faixa de Gaza.

Autoridades dos Estados Unidos, da União Européia (UE), da Rússia e da Organização das Nações Unidas (ONU) reuniram-se em Nova York para discutir o processo de paz, que está em crise.

O partido Likud, do premiê de Israel, rejeitou o plano de retirada da Faixa de Gaza. E a mudança de política do governo norte-americano, que deu apoio à pretensão de Sharon de manter o controle definitivo sobre parte da Cisjordânia, apenas enfureceu líderes árabes, sem conseguir revigorar o processo de paz.

Problemáticos para os esforços de paz na região também foram os recentes ataques de grupos palestinos contra alvos israelenses e o assassinato, por Israel, de dois líderes do Hamas, em meio a outras operações militares.

O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, está presidindo o encontro, do qual participam o secretário de Estado dos EUA, Colin Powell, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, o chefe de política externa da UE, Javier Solana, o chefe de relações exteriores da UE, Chris Patten, e o chanceler da Irlanda, Brian Cowan. A Irlanda ocupa atualmente a Presidência rotativa da UE.

A mudança na política dos EUA para o Oriente Médio (além da manutenção de parte de Gaza, Bush concordou com o rechaço total ao direito de retorno dos refugiados palestinos) levou líderes árabes a acusarem o dirigente norte-americano de ter enterrado o atual processo de paz, junto com a possibilidade de criação de um Estado palestino.

De outro lado, a rejeição pelo Likud do plano de retirada de Gaza deixou Bush em maus lençóis. O presidente norte-americano fez grandes concessões aos israelenses e parecia não ter o que mostrar como contrapartida.

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