Segundo agências de notícias, militares usaram helicópteros e aviões para atirar em participantes dos protestos anti-governo na capital Trípoli.
Kadafi e Ban Ki-moon
As Nações Unidas pediram uma investigação internacional independente sobre a repressão violenta aos protestos anti-governamentais na Líbia.
Em nota, nesta terça-feira, a alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, pediu o fim imediato das violações cometidas por autoridades líbias.
Quatro Décadas
Há vários dias, manifestantes estão saindo às ruas da capital Trípoli e de outras cidades para pedir o fim do regime do coronel Muammar Kadafi, que está no poder há mais de quatro décadas.
Durante uma viagem a Los Angeles, nesta segunda-feira, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que está indignado com relatos de que autoridades da Líbia teriam ordenado o bombardeio de manifestantes.
Segundo agências de notícias, dezenas de pessoas morreram. Ban contou que conversou com Kadafi, por telefone, e pediu o fim da violência.
Direitos Humanos
Ban afirmou que foi veemente ao pedir ao líder líbio que pare a repressão violenta aos manifestantes. Ele disse que é importante o respeito dos direitos humanos a quem protesta.
Neste domingo, testemunhas afirmaram ter visto militares atirando em manifestantes de aeronaves na capital Trípoli.
Em nota, Ban Ki-moon disse que os ataques a civis, se confirmados, seriam uma violação séria das leis humanitárias internacionais.
De acordo com a mídia brasileira, cerca de 120 brasileiros estão em Benghazi, no leste da Líbia, tentando deixar o país.