Segundo Missão no país, Unami, local abriga exilados iranianos; alta comissária de Direitos Humanos disse que 'não existe nenhuma desculpa cabível para tantas mortes'.
Investigação imediata
A Missão das Nações Unidas no Iraque, Unami, afirmou que está 'profundamente preocupada' com eventos recentes que levaram à morte de 34 pessoas num acampamento ao norte de Bagdá.
O local, conhecido como Campo Ashraf, abriga exilados iranianos. As vítimas teriam morrido numa operação militar realizada pelo Iraque no último dia 8. Dezenas de pessoas ficaram feridas. Segundo a Unami, vivem no local iranianos asilados no Iraque e chamados de "Mojahedeen do Povo do Irã".
Uso da Força
Em nota, a Missão da ONU informou que já pediu, repetidas vezes, ao governo iraquiano para evitar o uso da força.
Cinco dias após as mortes, membros da Unami visitaram o acampamento e confirmaram o número de mortos e feridos.
O governo iraquiano anunciou que vai montar uma comissão de inquérito para apurar as mortes. Segundo a ONU, a investigação deve ser independente e começar o quanto antes.
Documentos
A Unami disse que está pronta para divulgar documentos após sua visita ao local e que pode assistir o governo iraquiano numa solução sobre a situação do acampamento, de acordo com as leis de direitos humanos e internacionais.
A morte das 34 pessoas também foi condenada pela alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay.
Na sexta-feira, ela emitiu um comunicado dizendo que não existe "nenhuma desculpa cabível" para tantas mortes no local, e pediu uma investigação imediata e a punição dos autores do crime.