Em comunicado, alta comissária de Direitos Humanos diz que atitude é vital para processo de reconciliação nacional depois dos conflitos pós-eleitorais.
Civis marfinenses
Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*
A alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, pediu às partes em conflito na Cote d'Ivoire, também conhecida como Costa do Marfim, para evitar represálias.
Pillay fez o apelo um dia após a rendição do ex-presidente do país, Laurent Gbagbo. Desde novembro, ele se recusava a deixar o cargo após a vitória do líder da oposição, Alassane Ouattara, nas urnas.
Dois Lados
Em nota, Navi Pillay afirmou que a prestação de contas e o Estado de direito são fundamentais para o processo de reconciliação nacional.
Uma equipe de investigação das Nações Unidas afirma que pelo menos 536 pessoas morreram nas localidades de Duékoué, Guiglo, Blolequin e Bangolo, no oeste do país, nos últimos 14 dias. Segundo Pillay, os dois lados que cometeram a violência devem responder por ela.
A alta comissária da ONU disse ainda que está preocupada com a prisão de forças leais ao ex-presidente marfinense. Ela contou que os soldados foram detidos nesta segunda-feira, na capital comercial Abidjan, mas não se sabe o paradeiro deles.
Nesta segunda-feira, o Secretário-Geral, Ban Ki-moon, conversou por telefone com o novo presidente Alassane e falou sobre a necessidade de se evitar um derramamento de sangue.
Ban elogiou a decisão de Ouattara de estabelecer uma Comissão para a Verdade e Reconciliação no país.
*Apresentação: Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.