Rio de Janeiro, 15 de Agosto de 2026

ONU pede que marfinenses evitem represálias e pede prestação de contas

Terça, 12 de Abril de 2011 às 08:06, por: CdB

Em comunicado, alta comissária de Direitos Humanos diz que atitude é vital para processo de reconciliação nacional depois dos conflitos pós-eleitorais.

Civis marfinenses

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

A alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, pediu às partes em conflito na Cote d'Ivoire, também conhecida como Costa do Marfim, para evitar represálias.

Pillay fez o apelo um dia após a rendição do ex-presidente do país, Laurent Gbagbo. Desde novembro, ele se recusava a deixar o cargo após a vitória do líder da oposição, Alassane Ouattara, nas urnas.

Dois Lados

Em nota, Navi Pillay afirmou que a prestação de contas e o Estado de direito são fundamentais para o processo de reconciliação nacional.

Uma equipe de investigação das Nações Unidas afirma que pelo menos 536 pessoas morreram nas localidades de Duékoué, Guiglo, Blolequin e Bangolo, no oeste do país, nos últimos 14 dias. Segundo Pillay, os dois lados que cometeram a violência devem responder por ela.

A alta comissária da ONU disse ainda que está preocupada com a prisão de forças leais ao ex-presidente marfinense. Ela contou que os soldados foram detidos nesta segunda-feira, na capital comercial Abidjan, mas não se sabe o paradeiro deles.

Nesta segunda-feira, o Secretário-Geral, Ban Ki-moon, conversou por telefone com o novo presidente Alassane e falou sobre a necessidade de se evitar um derramamento de sangue.

Ban elogiou a decisão de Ouattara de estabelecer uma Comissão para a Verdade e Reconciliação no país.

*Apresentação: Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

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