Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

ONU pede cessar-fogo humanitário imediato em Gaza

Em comunicado que foi criticado tanto por israelenses quanto por palestinos, o Conselho de Segurança da ONU pediu um "cessar-fogo humanitário imediato e incondicional" em Gaza. A sessão de emergência do Conselho apoiou um comunicado redigido por Ruanda, que ocupa a presidência rotativa do grupo, pedindo a interrupção das hostilidades durante o feriado islâmico do Eid al-Fitr, que marca o fim do mês sagrado do Ramadã.

Segunda, 28 de Julho de 2014 às 07:07, por: CdB
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Mulher caminha por escombros de casas destruídas em Gaza: ofensiva continua apesar de pedido da ONU Mãe palestina enterra filho em Beit Lahiya, em Gaza, nesta segunda-feira
Em comunicado que foi criticado tanto por israelenses quanto por palestinos, o Conselho de Segurança da ONU pediu um "cessar-fogo humanitário imediato e incondicional" em Gaza. A sessão de emergência do Conselho apoiou um comunicado redigido por Ruanda, que ocupa a presidência rotativa do grupo, pedindo a interrupção das hostilidades durante o feriado islâmico do Eid al-Fitr, que marca o fim do mês sagrado do Ramadã. No fim de semana, tréguas foram oferecidas tanto por Israel quanto pelo grupo palestino Hamas, mas as operações do Exército israelense e o lançamento de foguetes por militantes palestinos continuaram. Mais de mil palestinos, a maioria civis, e 43 soldados e dois civis israelenses morreram na ofensiva, iniciada em 8 de julho. Um tailandês em Israel também morreu. O Conselho de Segurança da ONU pediu uma trégua "duradoura" baseada em uma iniciativa egípcia, segundo a qual o fim das hostilidades abriria caminho para negociações sobre o futuro de Gaza, incluindo a abertura das fronteiras do território. O comunicado destacou que "instalações civis e humanitárias, incluindo as da ONU, devem ser respeitadas e protegidas" e enfatizou a necessidade do "fornecimento imediato de assistência humanitária à população palestina na Faixa de Gaza". O representante palestino na ONU, Riyad Mansour, disse que o comunicado não fez avanços e que era necessária uma resolução formal exigindo a retirada das forças israelenses de Gaza. - Eles deveriam ter adotado uma resolução há mais tempo, condenando esta agressão e pedindo que esta agressão pare imediatamente - disse. O representante de Israel na ONU, Ron Prosor, qualificou o comunicado de tendencioso, por deixar de mencionar o lançamento de foguetes por militantes palestinos contra o território israelense. - Milagrosamente, o texto não menciona o Hamas - protestou Prosor. Trégua na madrugada O Exército de Israel informou que um novo ataque de foguete foi realizado na manhã desta segunda-feira. O armamento atingiu uma área no Sul de Israel. Os confrontos na Faixa de Gaza pararam durante a madrugada, segundo o correspondente da agência britânica de notícias BBC em Gaza Martin Patience. Mas, com tantas mortes e tanta destruição, há pouco o que celebrar no feriado do Eid em Gaza, disse ele. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu um cessar-fogo humanitário imediato e incondicional durante telefonema com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, no domingo. Segundo a proposição do líder americano, uma solução de longo prazo deveria "permitir que palestinos em Gaza tenham vidas normais" e "assegurar o desarmamento de grupos terroristas e a desmilitarização de Gaza". Israel lançou ataques com o objetivo declarado de interromper o lançamento de foguetes contra Israel pelo Hamas, o grupo islâmico que controla Gaza. No dia 18 de julho, o país expandiu suas operações com uma ofensiva terrestre, justificando-a com o argumento de destruir os túneis construídos por militantes para entrar em Israel. Apesar das crescentes preocupações com perdas militares, o apoio em Israel à ofensiva segue alto, segundo a correspondente da BBC em Jerusalém Bethany Bell, já que as pessoas veem o país sob ataque.
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