A ONU está se movimentando com cautela para restaurar sua base no Iraque e nomeará uma enviado especial nesta semana, consciente dos problemas de segurança.
O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, disse que escolherá um novo chefe da missão em breve, possivelmente até quarta-feira, data da entrega oficial da soberania da ocupação dos Estados Unidos para o governo interino do Iraque. Mas pouca gente espera uma chegada em massa de funcionários da ONU a Bagdá.
Ninguém ocupa o cargo desde 19 de agosto do ano passado, quando um ataque a bomba contra a central da ONU em Bagdá matou 22 pessoas, incluindo o representante especial da organização, o brasileiro Sergio Vieira de Mello.
Annan retirou toda a equipe internacional em outubro, depois de uma série de ataques contra organizações internacionais de ajuda.
"Nomearei um representante especial em breve e sua estação de serviço será Bagdá", disse Annan na sexta-feira, acrescentando que isso ocorrerá "dentro de uma semana".
Uma força especial da ONU deverá fornecer segurança à equipe e diplomatas dizem que deverão chegar novas tropas de Nepal, Geórgia, Ucrânia e Azerbaijão. Mas a data da chegada da equipe da ONU e seu tamanho dependem da segurança.
A última resolução do Conselho de Segurança da ONU, aprovada no início de junho, dá às Nações Unidas "função importante" no Iraque. O texto traz uma grande lista de funções, incluindo ajuda para organizar eleições, ajuda para reconstrução e reformas judiciais.
Mas a resolução do conselho, a pedido de Annan, condicionou a presença do contingente da ONU à situação de segurança ao adicionar a frase "enquanto as circunstâncias permitirem".
"Queremos responder de maneira construtiva, mas não queremos espalhar funcionários pelo país se forem ficar vulneráveis a sequestros ou coisas piores", disse Shashi Tharoor, subsecretário-geral para informação pública. "Vamos ajudar à medida que as circunstâncias permitirem."