Monumentos, de 1,5 mil anos, foram dinamitados na província central de Bamyian por ordem do regime Talebã em 2 de março de 2001.
Vale do Bamiyan
A Unesco marca, nesta quarta-feira, os 10 anos da destruição das estátuas gigantes de Buda, na província de Bamyian, no centro do Afeganistão.
Num comunicado, a chefe da agência, Irina Bokova, pediu ao mundo que proteja patrimônios da humanidade de danos, caos e roubos.
Poder da Cultura
As duas estátuas gigantes de Buda, que tinham mais de 1,5 mil anos, foram dinamitadas em 2 de março de 2001 por ordem do movimento islâmico Talebã, que governava o Afeganistão na época.
Bokova disse que os monumentos foram destruídos "para minar o poder da cultura e a força do povo afegão."
A operação que culminou com a explosão dos Budas foi ordenada pelo então líder do governo Talebã, Mullah Mohammed Omar.
Reconstrução
A diretora-geral disse ainda que, desde a destruição, a Unesco tem testemunhado heranças culturais sendo vítimas de conflitos, caos político e apropriação indevida.
A agência da ONU não é favorável a uma reconstrução das estátuas, mas especialistas estão tentando analisar maneiras de expor os restos do monumento enquanto conduzem pesquisas e a preservação do local.
Após a destruição dos Budas, os nichos que abrigavam as duas estátuas permaneceram vazios. O local contém vários santuários budistas, além de construções do período islâmico.
*Apresentação: Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.