A Missão de Estabilização da ONU no Haiti (Minustah) anunciou nesta quarta-feira que abriu uma investigação contra três "capacetes azuis" acusados de abusar sexualmente de uma mulher haitiana.
A denúncia foi apresentada na semana passada por uma mulher de 23 anos que vive perto da cidade de Gonaives, no norte do país. Ela acusou três soldados paquistaneses de tê-la estuprado.
"Uma investigação preliminar iniciada sábado pela manhã, logo depois de termos recebido a queixa, concluiu que o incidente no qual estavam envolvidos dois dos capacetes azuis era um caso de prostituição", afirmou o porta-voz da ONU, Ari Gaitanis.
O terceiro dos acusados não participou dos fatos, mas estava presente no momento do incidente.
Gaitanis disse que a Minustah está estabelecendo uma comissão de pesquisa para pesquisar mais a fundo as acusações para tomar as medidas oportunas.
Assinalou que "o código de conduta pessoal dos capacetes azuis na missão lhes proíbe de ter qualquer relação com a prostituição".
Por isso, o porta-voz afirmou que serão tomadas medidas disciplinares estritas contra estes oficiais - inclusive sua suspensão -, assim como a possibilidade de serem repatriados se for comprovado que as alegações são verdadeiras, acrescentou.
O Conselho de Segurança autorizou o envio da Minustah para que realize funções dissuasórias em matéria de segurança e ajude a reconstruir o país caribenho após a queda do então presidente Jean-Bertrand Aristide, em fevereiro de 2003.
Comandada pelo general brasileiro Augusto Heleno Ribeiro, a Minustah conta com 6.000 soldados militares e 1.400 policiais civis procedentes de mais de 20 países.