Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

ONU investiga abusos na República Centro-Africana

Integrantes da comissão de inquérito com mandato do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) para investigar as violações dos direitos humanos na República Centro-Africana (RCA) seguiram nesta segunda-feira para a capital do país, Bangui, onde iniciam nesta terça-feira os trabalhos.

Segunda, 10 de Março de 2014 às 08:29, por: CdB
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ONU para investigar as violações dos direitos humanos na República Centro-Africana
Integrantes da comissão de inquérito com mandato do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) para investigar as violações dos direitos humanos na República Centro-Africana (RCA) seguiram nesta segunda-feira para a capital do país, Bangui, onde iniciam nesta terça-feira os trabalhos.  Liderada pelo advogado Bernard Acho Muna, de Camarões, que foi procurador-chefe adjunto para o Tribunal Penal Internacional para Ruanda, a comissão também é integrada pelo ex-ministro dos Negócios Estrangeiros do México Jorge Castañeda e pela advogada de direitos humanos da Mauritânia Fatimata M’Baye. A comissão deve investigar os abusos na RCA desde o início de 2013 e tem como mandato “parar todos os avanços em direção a um genocídio”, informou Muna. “A minha experiência em Ruanda mostrou-me que um genocídio começa sempre com a propaganda a incitar o ódio. Esperamos que a nossa presença e o fato de investigarmos constituam um sinal para que as pessoas que organizam a propaganda não passem à ação”, acrescentou. A crise  na RCA se intensificou em março de 2013, quando a coligação Séléka, de maioria muçulmana, derrubou o governo do país majoritariamente cristão, até então presidido por François Bozizé. Com isso, houve uma escalda de violência sectária, com o registro de milhares demortos e de centenas de deslocados. - É necessário acabar com a impunidade e garantir que os que cruzaram a linha vermelha sejam responsabilizados - informou o presidente da comissão. Depois de três dias em Bangui, o grupo irá a outras zonas do país. Durante a missão de duas semanas, estão previstos encontros com autoridades governamentais, chefes de aldeias e representantes de organizações não governamentais, comandantes das forças da União Africana e da França no país. A comissão deverá entregar um primeiro relatório ao Conselho de Segurança da ONU em junho.
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