Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

ONU inicia ajuda humanitária à Ásia

A Organização das Nações Unidas (ONU) está preparando o que espera ser a maior operação de ajuda humanitária da história para lidar com as conseqüências do maremoto na Ásia. Pelo menos 25 mil pessoas morreram, a maioria vítimas de gigantescas ondas provocadas pelo pior terremoto dos últimos 40 anos. (Leia Mais)

Terça, 28 de Dezembro de 2004 às 07:07, por: CdB

A Organização das Nações Unidas (ONU) está preparando o que espera ser a maior operação de ajuda humanitária da história para lidar com as conseqüências do maremoto na Ásia. Pelo menos 25 mil pessoas morreram, a maioria vítimas de gigantescas ondas provocadas pelo pior terremoto dos últimos 40 anos.

Milhares estão desaparecidos, milhões desabrigados e há risco de epidemias nas áreas atingidas pela catástrofe. No mínimo, dez países foram atingidos. Sri Lanka, Indonésia, Índia e Tailândia estão entre os mais afetados.

Várias nações países prometeram ajuda financeira, de pessoal e suprimentos. A ajuda internacional começa a chegar à região. Mas a ONU disse que enfrenta um desafio sem precedentes para coordenar a distribuição de ajuda aos sobreviventes.

Centenas de aviões transportando ajuda de emergência devem voar nos próximos dias para a área, segundo o coordenador da ONU Jan Egeland.

Sobreviventes provavelmente têm pouca água potável e estão em condições sanitárias precárias depois que o terremoto de 9 pontos na escala Richter provocou ondas gigantescas (tsunamis) da Malásia à África. Muitos locais ainda estão inundados, e as comunicações estão prejudicadas. Ainda não foi feito contato com algumas regiões remotas.

Embora este não tenha sido o maior caso de tsunami já registrado, "os efeitos podem ser os mais devastadores porque muito mais gente vivia nas áreas expostas", disse Egeland.

Segundo o representante da ONU, a operação de ajuda provavelmente vai custar "muitos bilhões de dólares".

Indonésia

O vice-presidente da Indonésia, Yusuf Kalla, disse que até 25 mil pessoas podem ter morrido apenas no seu país em decorrência do maremoto que atingiu o sul da Ásia no fim de semana.

O número é cinco vezes maior do que o inicialmente divulgado pelo governo indonésio. "Algumas cidades inteiram entraram em colapso", afirmou Kalla em entrevista à BBC.

As autoridades do Sri Lanka também estão revendo para cima as suas estimativas. O governo já confirmou 12 mil mortes, mas admite que o número final pode chegar a 25 mil.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) calcula que pelo menos um terço das vítimas tenham sido crianças. Pelo menos 30% das vítimas na Ásia são crianças, estima Unicef

Apenas a nova cifra da Indonésia igualaria o que antes se acreditava ser a soma das vítimas nos dez países atingidos.

A ilha indonésia de Sumatra foi o ponto em terra firme mais próximo do epicentro do tremor, no Oceano Índico.

Se confirmadas as novas estimativas, o total de vítimas da tragédia poderia se aproximar dos 50 mil.

Tags:
Edições digital e impressa