A Organização das Nações Unidas (ONU) começou nesta terça-feira a enviar um novo contigente de soldados para a missão de paz na cidade de Bunia, na República Democrática do Congo, com o objetivo de formar uma força capaz de manter a ordem na região quando os militares franceses se retirarem em setembro.
Uma tropa 143 bengaleses chegou à cidade, na primeira etapa de um plano de enviar 3.800 soldados para substituir uma missão da ONU já existente que fracassou em evitar os assassinatos de centenas de civis em maio passado.
- O destacamento ocorreu ao longo do dia e deverá ser concluído na metade de agosto - disse o porta-voz da ONU Leocadio Salmeron, em entrevista à Reuters por telefone, na região nordeste da República Democrática do Congo.
Uma força multinacional composta principalmente por soldados franceses e sob comando da União Européia começou a chegar a Bunia em junho, após a explosão da violência entre milícias das etnias lendu e hema, que deixou centenas de mortos.
Um outro contingente, formado em sua maior parte por uruguaios, não conseguiu evitar a violência em razão da falta de soldados e equipamentos, disseram funcionários da ONU. A força francesa, com cerca de 1.000 soldados em Bunia, conseguiu devolver um sentimento de segurança desde que chegou à cidade, com apoio de tanques e helicópteros.
Mas os militares franceses planejam uma retirada quando expirar seu mandato da ONU, em 1° de setembro. Os moradores temem que Bunia volte a ser palco de grande violência quando eles deixarem a cidade.
Na tentativa de evitar novo confronto entre as milícias em Bunia, o Conselho de Segurança da ONU deve aprovar um aumento no número de soldados na República Democrática do Congo.