Uma organização médica humanitária tratou 500 vítimas de violência sexual em Darfur em quatro meses e isso é apenas uma fração de tais ataques na província sudanesa, informou uma importante autoridade da ONU na terça-feira.
O subsecretário-geral Jan Egeland disse ao Conselho de Segurança da ONU que mulheres e crianças estavam sendo sistematicamente estupradas e atacadas na região. Ele pediu que as autoridades sudanesas se esforçassem mais para proteger os civis e para terminar com uma cultura de impunidade.
Egeland disse que o Sudão e a República Democrática do Congo estavam entre os países onde era pior a violência sexual.
O conflito em Darfur eclodiu há dois anos, quando rebeldes pegaram em armas contra o governo sudanês, reclamando de discriminação. Cartum é acusada de retaliar armando milícias que queimam vilarejos, matam e estupram civis.
Pelo menos 180 mil pessoas morreram devido à violência, forme e doença e dois milhões de pessoas foram expulsas de suas casas.