O aquecimento global pode levar ao desaparecimento de 10% a 25% da Floresta Amazônica até 2080, de acordo com o alerta do relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), divulgado em Bruxelas no dia 6 de abril.
- Há 50% de probabilidade de que a floresta dê lugar a uma vegetação de cerrado. A extensão dessa transformação vai depender de quanto a temperatura global subir. No cenário mais pessimista, isso significaria 25% da Amazônia -, explicou Graciela Magrin, coordenadora do capítulo dedicado à América Latina.
Especialistas do IPCC analisaram diversas simulações feitas por computador para chegar a um consenso sobre a extensão da possível perda de floresta.
Muitas sugeriam a substituição de grande da vegetação nativa, e a mais pessimista delas, do Hadley Centre, mostrava o ecossistema desaparecendo até o ano 2080.
O painel de especialistas da ONU estima que a floresta continuará sofrendo o desmatamento que, segundo o relatório, deve seguir aumentando pelo menos até 2010.
- Nesse ano, 18 milhões de hectares da floresta já terão dado lugar a cultivos agrícolas, não só na parte brasileira, mas em toda a América do Sul -, afirmou Magrin.
Isso contribuirá para o desaparecimento de diversas espécies de animais na região amazônica e no cerrado brasileiro.