Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026

ONU denuncia preconceito racial em Honduras e Guatemala

Sexta, 09 de Julho de 2004 às 05:33, por: CdB

 A discriminação racial na Guatemala e em Honduras é "grave e profunda" e se reflete na marginalização social e econômica das etnias, disse nesta sexta-feira um relator das Nações Unidas.

O relator especial da ONU sobre discriminação racial, xenofobia e intolerância, Doudou Diene, avaliou que os esforços dos governos desses países centro-americanos para combater a discriminação racial são insuficientes porque não reconhecem abertamente sua existência.

"A discriminação e o racismo são uma realidade grave e profunda na Guatemala e em Honduras", disse Diene, em uma entrevista coletiva em Tegucigalpa.

O relator, de nacionalidade francesa, cumpriu em Honduras a segunda escala de um giro pela América Central, que antes o levou à Guatemala e depois continuará na Nicarágua, para elaborar um relatório sobre a das etnias autóctones e afro-americanas na região.

Na Guatemala, a população indígena representa 43 por cento de um total de 12 milhões de habitantes. Em Honduras, os indígenas somam entre 7% e 8% da população, de 6,8 milhões de pessoas.

Tanto na Guatemala quanto em Honduras, "o mapa da pobreza" coincide com as áreas onde habitam grupos étnicos privadas, em sua maioria, de serviços adequados de educação, saúde, moradia e emprego, explicou Diene. Segundo o relator, nos dois países, a discriminação racial não é uma política de Estado, mas os governos "não têm dado passos decisivos e firmes para combatê-la".

Diene pediu que os governos de Guatemala e Honduras reconheçam publicamente a existência da discriminação racial e estimulem programas nacionais contra o problema.

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