Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

ONU: Conselho de Segurança debate crise no Oriente Médio

O Conselho de Segurança da ONU, fez um debate aberto, nesta terça-feira, sobre a situação no Oriente Médio, especialmente as questões que envolvem o conflito entre Israel e Palestina. A reconstrução da Faixa de Gaza e a urgência em retomar as negociações de paz estão entre os temas mencionados por alguns dos diplomatas que participarão do evento, o primeiro de três planejados.

Terça, 21 de Outubro de 2014 às 11:07, por: CdB
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Outra questão importante é a necessidade de relançar as negociações entre as partes
O Conselho de Segurança da ONU, fez um debate aberto, nesta terça-feira, sobre a situação no Oriente Médio, especialmente as questões que envolvem o conflito entre Israel e Palestina. A reconstrução da Faixa de Gaza e a urgência em retomar as negociações de paz estão entre os temas mencionados por alguns dos diplomatas que participarão do evento, o primeiro de três planejados. Depois de 50 dias de bombardeios de Israel em Gaza, entre julho e agosto, o território foi devastado, o que piorou ainda mais a crise humanitária existente há décadas na região. Há apenas uma semana, o Egito organizou uma conferência de doadores para a reconstrução de Gaza, reunião em que foram oferecidos cerca de US$ 5 bilhões . Outra questão importante é a necessidade de relançar as negociações entre as partes, uma reivindicação da comunidade internacional para delinear a solução dos dois estados, para muitos, a única maneira de encerrar a disputa. Palestinos e israelenses conversaram entre o verão de 2013 e abril deste ano, em uma iniciativa do secretário de Estado americano, John Kerry, mas a abordagem foi destruída pela insistência sionista em colonizar a Cisjordânia. A complexidade do cenário no Oriente Médio também envolve outros temas como as crises na Síria, Iraque, Líbia e Iêmen, além das ações do Estado Islâmico (EI), grupo extremista no norte do Iraque e partes da Síria, onde crimes e perseguição religiosa e étnica ocorrem. Uma outra questão é a decisão dos Estados Unidos de bombardear posições do EI na Síria sem o consentimento de Damasco. Direitos Humanos A Assembleia Geral das Nações Unidas elegeu, nesta terça-feira, por voto secreto, os 15 novos membros do Conselho de Direitos Humanos, uma posição à qual aspiram 17 países, incluindo quatro latino-americanos. Bolívia, El Salvador, Costa Rica e Paraguai disputaram os três lugares referentes as vagas destinadas a América Latina e ao Caribe. Índia, Qatar, Tailândia, Indonésia e Bangladesh buscaram uma das quatro vagas pertencentes a região denominada como Ásia -Pacífico. No caso da África, Europa Oriental e Europa Ocidental a escolha deverá ocorrer com mais tranquilidade, já que os Estados pretendentes não possuem rivais. No entanto, mesmo assim, é necessário alcançar o apoio de uma maioria absoluta no plenário dos 193 países da ONU. Para África, os países candidatos são: Nigéria, Gana, Congo e Botswana; já Albânia e Letónia devem ser os representantes da parte oriental europeia e os Países Baixos e Portugal da parte ocidental. Este ano, terminam os mandatos de Áustria, Itália, Chile, Peru, Romênia, República Checa, Kuwait, Filipinas, Benin, Burkina Faso, Costa Rica, Congo, Indonésia e Índia. Em novembro de 2013, entraram Cuba, México, China, Rússia, Argélia, Arábia Saudita e Vietnã. Ao todo, fazem parte do Conselho 47 países. O Conselho de Direitos Humanos, em 2006, substituiu a Comissão de Direitos Humanos, que está sendo questionada por suas manipulações e críticas seletivas de nações em desenvolvimento. O mandato na entidade possui a duração de três anos, sem possibilidade de reeleição e segue critérios regionais para o número de vagas: África (13 membros), Ásia-Pacífico (13), a América Latina e o Caribe (oito), os Estados da Europa Ocidental e outros (sete) e Europa Oriental (seis).
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