Rio de Janeiro, 20 de Fevereiro de 2026

ONU condena ataque à missão no Sudão

A Organização das Nações Unidas (ONU) condenou com veemência o ataque a uma base da missão de paz da União Africana na região de Darfur, no oeste do Sudão, que deixou dez soldados mortos e sete feridos. Há notícia de que 50 soldados estão desaparecidos. Grupo de mais de 30 insurgentes atacaram base das Nações Unidas no país africano

Domingo, 30 de Setembro de 2007 às 16:14, por: CdB
A Organização das Nações Unidas (ONU) condenou com veemência o ataque a uma base da missão de paz da União Africana na região de Darfur, no oeste do Sudão, que deixou dez soldados mortos e sete feridos. Há notícia de que 50 soldados estão desaparecidos.

O representante da União Africana e da ONU, Rodolpho Adada, disse estar chocado com o "terrível e deliberado" ataque contra a base na cidade de Haskanita, no sul de Darfur.

Um grupo numeroso de homens armados a bordo de 30 veículos atacou a base militar na noite de sábado. As forças da União Africana tentaram se defender sem grande resultado e a base foi saqueada e danificada.

Um porta-voz do movimento rebelde Justiça e Igualdade disse à BBC que a invasão foi liderada por três dissidentes de seu grupo e outros militantes que se separaram do Exército de Libertação do Sudão.

O incidente ocorreu horas depois da chegada de um grupo de figuras ilustres liderados pelo arcebispo sul-africano Desmond Tutu, que está no Sudão para pedir paz em Darfur.

O grupo - integrado ainda pelo ex-presidente americano Jimmy Carter e pela ex-primeira dama de Moçambique, Graça Machel, entre outros - deverá se reunir com o presidente sudanês, Omar al-Bashir nesta segunda-feira.

População civil

Cerca de 7 mil soldados da União Africana participam da missão em Darfur, iniciada em 2003, e têm enfrentado dificuldades para proteger a população civil.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas já aprovou o envio de uma missão de paz de 26 mil soldados para reforçar o contingente da União Africana.

Pelo menos 200 mil pessoas foram mortas e cerca de 2 milhões tiveram de deixar suas casas desde o início do conflito entre o governo sudanês – acusado de apoiar milícias muçulmanas, chamadas Janjaweed, que atacaram vilarejos de Darfur – e rebeldes contrários ao governo de Cartum.

Tags:
Edições digital e impressa