Rio de Janeiro, 07 de Agosto de 2026

ONU condena assassinato de ministro no Paquistão

Quarta, 02 de Março de 2011 às 07:35, por: CdB

Shahbaz Bhatti, único cristão no gabinete, chefiava pasta para Assuntos de Minorias e se opunha à legislação sobre blasfêmias; é o segundo político a ser assassinado no país em menos de dois meses.

Navi Pillay

A alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, condenou o assassinato do ministro paquistanês para Assuntos de Minoria, Shahbaz Bhatti.

Segundo agências de notícias, ele foi morto, dentro do próprio carro, nesta quarta-feira, por homens armados numa emboscada, durante o dia, na capital Islamabad.

Sentença de Morte

O ministro, de 42 anos, era o único cristão no governo paquistanês. Ele também pedia reformas à legislação sobre blasfêmia, que segundo analistas, prevê sentença de morte a quem insultar o Islã.

Em janeiro, um outro político, o governador de Punjab, Salman Taseer, foi assassinado por se opor à lei da blasfêmia e por pedir que uma mulher cristã, Asia Bibi, fosse perdoada após ter sido acusada de infringir a lei.

A alta comissária da ONU afirmou que esses assassinatos são uma tragédia para o Paquistão e para aqueles que sonham com um país centrado nos direitos humanos.

Pillay disse esperar que o Paquistão prenda os assassinos e que promova uma moratória à lei, além de uma revisão independente sobre o tema.

De acordo com a alta comissária, "esses crimes demonstram a violência contra minorias religiosas no país e a falta de proteção dos locais de culto".

Ela pediu ao governo que honre a coragem dos dois políticos assassinados apoiando a posição deles sobre a lei da blasfêmia.

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